Theo Macedo e Dantas, apontado como responsável por movimentar mais de R$ 600 mil
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Theo Macedo e Dantas, apontado como principal fornecedor de entorpecentes para o chefe do esquema de tráfico de drogas para médicos, empresários e advogados na Bahia, utilizou a sua conta bancária pessoal e a empresa inativa da mãe como fachada para viabilizar o recebimento e a lavagem dos lucros do grupo criminoso.
Além de Theo, outras 10 pessoas foram presas durante a Operação Iceberg, da Polícia Civil, na quinta-feira (24), e uma 12ª teve mandado de prisão cumprido em um presídio de Sergipe.
As investigações da Polícia Civil apontaram que Theo Macedo como o principal fornecedor de entorpecentes para o chefe do esquema, Erick Castro Gusmão Seixas, sendo o maior remetente de valores da investigação com R$ 621.489,73 movimentados.
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Droga vendida para clientes de luxo na Bahia era escondida dentro de creme para cabelo
A sua atuação foi corroborada por quebras telefônicas e financeiras, que evidenciaram pagamentos diretos de revendedores e conversas a proximidade com Erik é reconhecida.
Theo Macedo não foi o único envolvido no esquema a utilizar familiares para lavar o dinheiro do tráfico de drogas. Erick Castro Gusmão Seixas registrou carros de luxo no nome da avó para lavar o dinheiro do tráfico.
Matheus Ribeiro Mello do Nascimento também usava contas de terceiros para fazer e receber pagamentos, além de usar o carro do próprio pai no esquema. Ele era o responsável por procurar fontes de abastecimento de drogas no Paraguai.
Luxo como cortina de fumaça
O luxo era a cortina de fumaça usada pelos suspeitos para esconder os crimes. Eles usavam carros caros, moravam em áreas nobres das cidades e mantinham uma rotina de classe alta.
Durante a operação, diversos bens foram atingidos pelas medidas judiciais, inclusive os carros de luxo. A lista inclui modelos como Audi A4 e Q3, BYD Song Plus GS DM, Honda CR-V Touring, Volkswagen Amarok, Jeep Compass, Chevrolet Tracker e uma moto Honda NXR 160 Bros – valor que juntos ultrapassa R$ 1,1 milhão.
Drogas eram anunciadas no Instagram
Segundo a Polícia Civil, as drogas vendidas pelo grupo criminoso têm alto valor de mercado e eram compradas principalmente por pessoas de classe alta. As vendas aconteciam pelas redes sociais, onde produtos eram anunciados em perfis no Instagram com nomes como ICE, WOLF, DRY, FLOR 24K e REFIL HALLU CALIFA.
Os pedidos eram feitos por mensagens privadas e os pagamentos aconteciam principalmente por Pix. Depois da negociação, os entorpecentes eram entregues em locais combinados ou enviados para outras cidades.
Eles eram distribuídos de forma camuflada em produtos de beleza, como cremes por exemplo.
Droga vendida para clientes de alto poder aquisitivo ficava escondida em creme para cabelo






