A ex-apresentadora de telejornal Angelynn “Angie” Mock, de 48 anos, foi condenada à prisão perpétua pelo assassinato da própria mãe, Anita Avers, de 80 anos, em Wichita, no Kansas, Estados Unidos. A sentença foi determinada na última segunda-feira (5), quase um ano após o crime. Mock se declarou culpada em agosto pelo assassinato em primeiro grau e poderá solicitar liberdade condicional depois de cumprir 25 anos de prisão.
O crime aconteceu em 31 de outubro de 2025, na casa onde Mock vivia com a mãe e o padrasto. Policiais foram chamados pela manhã após uma denúncia de ataque com faca e encontraram Anita gravemente ferida sobre a cama. Ela foi levada para um hospital, mas morreu em decorrência dos ferimentos. Documentos do processo indicam que a vítima sofreu múltiplas facadas e que havia facas de cozinha e um ralador de queijo próximos ao corpo.
Mock foi localizada do lado de fora da residência com cortes nas mãos e também recebeu atendimento médico antes de ser presa. Segundo os documentos judiciais, ela apresentou versões relacionadas à ideia de que teria agido para se defender. Em determinado momento, afirmou acreditar que a mãe era “o diabo”. Um vizinho também relatou ter visto a ex-apresentadora ensanguentada após deixar a residência e pedir ajuda para chamar a emergência.
Histórico de problemas de saúde mental
A condição psicológica de Mock foi um dos pontos considerados durante o andamento do processo. De acordo com informações prestadas pelo padrasto, Barry Avers, ela havia recebido inicialmente um diagnóstico de transtorno bipolar, posteriormente revisado para transtorno esquizoafetivo. Ele também relatou que a enteada apresentava episódios de delírios e depressão e já havia passado por internação psiquiátrica anteriormente.
Em janeiro deste ano, a Justiça considerou Mock incapaz de responder ao processo naquele momento e determinou que ela fosse encaminhada ao Larned State Hospital para avaliação e tratamento. A decisão foi revertida em julho, quando um juiz concluiu que ela havia recuperado a capacidade de participar do processo. No mês seguinte, Mock se declarou culpada pelo assassinato.
Durante a audiência de sentença, familiares de Anita falaram sobre o impacto da morte. Sonja Kreutziger, enteada da vítima e irmã de Mock, classificou o assassinato como algo difícil de compreender e afirmou que a família precisou lidar com as consequências da morte dentro da própria casa. Mock chorou durante os depoimentos e não fez uma declaração ao tribunal.
Carreira na televisão
Antes de deixar o jornalismo, Angelynn Mock construiu carreira como repórter e apresentadora em emissoras dos Estados Unidos. Ela trabalhou na KTVI Fox 2, em St. Louis, entre 2011 e 2015, onde atuou como âncora do telejornal matutino. Também teve passagem por outras emissoras, incluindo a KOKH Fox 25, em Oklahoma City.
Depois de abandonar a televisão, Mock migrou para a área corporativa e passou a trabalhar com vendas e tecnologia. No período em que foi presa, ela estava empregada em uma empresa de software de gerenciamento de dados.
Com a sentença, Mock recebeu a pena prevista para o crime após sua declaração de culpa. A Justiça determinou que ela cumpra prisão perpétua, com possibilidade de pedir liberdade condicional somente após 25 anos. Segundo informações divulgadas durante a audiência, ela recebeu crédito pelo período de aproximadamente 339 dias que já passou presa e afirmou que não pretende recorrer da condenação.








