Esta história começa em 1974, quando Silvio Santos, dono do Baú da Felicidade, um homem muito rico, se apaixonou por Iris, mesmo sendo casado com Cidinha.
Teve duas filhas com Iris, mesmo estando casado com Cidinha.
Depois da morte de Cidinha, Silvio Santos se casa com Iris, que passa a ter o sobrenome Abravanel.
Mas Silvio Santos não sabia bem como cuidar das filhas, entre as do primeiro casamento e as do segundo.
E este problema de relacionamento entre as filhas jamais se resolveu.
Hoje, sem Silvio Santos e com uma das filhas no comando do SBT, a TV SBT passa pela sua pior história.
Mas o que acontece hoje é apenas um retrato da história da família.
O que começa errado não pode ficar bom.
A filha de Silvio, de nome Daniela, que carrega o fardo de dirigir a rede de TV SBT, não pode ser culpada de algo para o qual ela não foi preparada para fazer.
Vejam o caso da filha mais jovem, Renata, estudando fora do país para ser a presidente do Grupo SS, como se isto fosse jogar peteca.
A jovem não aguentou nem três meses no cargo e se mandou.
Silvio cometeu o erro crasso de não profissionalizar a sua rede de emissoras.
Outras famílias fizeram isto, e as que se profissionalizaram estão em ordem.
As que preferiram colocar gente sem preparo para dirigir, por serem da família, deixaram de existir, como a família Matarazzo.
A TV Globo cresceu sob o comando de um homem de fora, que era o Boni Pai, e está em seu pior momento sob o comando de um herdeiro dos Marinho.
Eu não preciso detalhar problemas familiares que aconteceram no começo dos anos 2000 na família Abravanel.
Mas as relações e os problemas familiares sempre afetam as administrações familiares.
Enquanto uma Abravanel estiver no comando do SBT, a situação vai ser a mesma coisa, perdendo a vice-liderança no Ibope para a TV Record.
O SBT tem futuro?
Pode até ter, desde que a família Abravanel se afaste da administração da TV.
Quando as vaidades afloram, a eficiência da administração se derrete.






