Pânico na GloboNews

Estúdio Globo NewsDivulgação

Os jornalistas da GloboNews estão sem saber o que fazer.

As eleições deste domingo podem levar a família Marinho a tirar do ar alguns jornalistas que fizeram campanha explícita a um dos candidatos.

Vou lembrar a você que toda a área de mídia, seja em TVs, rádios, jornais ou revistas, sempre teve jornalistas de perfil de esquerda em 80% dos cargos.

Isto faz parte da história do jornalismo.

Mas, antigamente, esses jornalistas eram mais discretos e, até ao escreverem, sabiam adotar uma postura de esquerda sem dar bandeira.

Com o passar dos anos, essa discrição foi deixando de existir, e muitos que deveriam ser discretos passaram a dar muita bandeira a favor de um dos lados.

O auge aconteceu na última vitória de Lula, em 2022, quando as câmeras flagraram os jornalistas da redação da Globo comemorando a vitória do petista.

Errou o diretor de imagens que mostrou as cenas.

Ele cometeu um ato contra os próprios colegas, que, a partir dali, se sentiram à vontade para tomar partido e dar opiniões parciais.

Todo mundo vota em alguém, e isso é normal, até o momento em que a comemoração de um jornalista é mostrada na câmera.

O que aconteceu nesta campanha foi um festival de demonstrações inadequadas ao jornalismo.

Acontece que os jornalistas não são os donos da TV.

A TV é da família Marinho e, assim como ela foi contra o candidato derrotado, aprendeu e não pretende cometer o mesmo erro.

Visto isso, dependendo das relações da família Marinho com quem ganhar a eleição, ela pode, sim, tomar esta ou outra atitude diante dos fatos que serão conhecidos na noite de domingo.

O jornalista que demonstra um lado está demonstrando a falta de imparcialidade da notícia.

E a TV Globo tem dono, sim.

No tempo de Roberto Marinho, a TV Globo se perfilava ao lado dos militares para sobreviver, porque Roberto Marinho precisou deles para abrir a emissora.

Assim como Otávio Frias, pai e comandante da Folha de S.Paulo, também era simpatizante dos militares e até colaboracionista.

Todos os meios de comunicação sempre tiveram donos que souberam se posicionar perante os governos.

O único veículo que decidiu enfrentar os militares, a TV Excelsior, foi literalmente fechado.

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