A Globo contratou Paula Richard, ex-autora da Record, para desenvolver uma nova novela das sete. A escritora deverá apresentar uma sinopse e os capítulos iniciais antes que a direção decida se o projeto seguirá para produção. Segundo informações do jornal O Globo, a história ainda não tem título divulgado e surgiu de uma proposta apresentada pela autora no início de 2025, posteriormente modificada a pedido da emissora. No segundo semestre do ano passado, Paula Richard participou de uma oficina de formação de roteiristas promovida pela Globo. Durante o curso, recebeu orientações para reformular a sinopse que já havia apresentado. As mudanças agradaram à direção, que voltou a procurá-la recentemente para dar continuidade ao desenvolvimento da novela. A contratação, portanto, não representa uma aprovação definitiva para a produção da trama. A autora foi a única participante da oficina dispensada de apresentar uma nova sinopse ao término das atividades. Seu projeto anterior serviu como base para o trabalho desenvolvido durante a formação da emissora carioca. Os demais roteiristas entregaram histórias inéditas, e algumas propostas receberam avaliações positivas da emissora. Entre os participantes da oficina da Globo estavam Vinicius Dias, da equipe de Na Corda Bamba (2019), da TVI; Sergio Goldenberg, autor de Guerreiros do Sol (2025); Paula Amaral, de Verão 90 (2019); e Aline Garbati, colaboradora de Garota do Momento (2025).
Também participaram Claudia Lage, de Lado a Lado (2012); Fabricio Santiago, roteirista de Vai na Fé (2023); Flávia Bessone, da equipe de Família É Tudo (2024); Laura Rissin, ex-colaboradora de Malhação (1995-2020); e Mariana Torres, uma das escritoras de Beleza Fatal (2025), da HBO Max.
Autora experiente
Paula Richard escreveu as novelas bíblicas O Rico e o Lázaro (2017) e Jesus (2018), exibidas pela Record. Como colaborado, a novelista trabalhou em Vidas Opostas (2006), Chamas da Vida (2008), RIbeirão do Tempo (2010) e Os Dez Mandamentos (2015).
A autora experiente deixou a emissora em 2021 e entrou com uma ação judicial contra a antiga empregadora dois anos depois. No processo, Paula Richard pediu uma indenização de aproximadamente R$ 5,6 milhões e afirmou ter sofrido preconceito religioso durante sua passagem pela rede. A Record negou as acusações e declarou ser contrária a qualquer forma de intolerância, inclusive religiosa.






