Repórter da Record é agredido durante cobertura de feminicídio

Repórter da Record é agredido Reprodução/TV Record

O repórter Guilherme Gonçalves, da TV Record, foi agredido enquanto fazia a cobertura de um caso de feminicídio na cidade de Rifaina, em São Paulo. O episódio foi exibido pelo Cidade Alerta na segunda-feira (2) e provocou a reação de Reinaldo Gottino, que defendeu o jornalista.

A equipe da emissora apurava informações sobre um pecuarista morto após supostamente assassinar a ex-namorada, de 24 anos. Na gravação, uma mulher apontada como familiar do homem se aproximou do jornalista e dos demais profissionais e exigiu que parassem de gravar no local.

Em seguida, a mulher começou a gritar e disse que não concederia entrevista. Guilherme pontuou que eles estavam em uma estrada, e não em uma propriedade particular, fora dos limites das terras. Ainda assim, ela agrediu o profissional.

“Não interessa! Isso aqui pertence à minha tia. Eu não quero, tira isso daqui“, disse.

Após a agressão, a mulher continuou exaltada e fez uma declaração ofensiva sobre a vítima do feminicídio: “Na hora que a vagabunda estava lá”, afirmou. Sem concluir o que dizia, o jornalista tentou fazer com que ela repetisse a declaração.

Gottino defende o profissional

“Não sei se ela é parente, se é da família. A gente entende que o rapaz foi encontrado morto, mas ele matou uma pessoa. Ele é um assassino que estava sendo procurado. Não é porque ele morreu que virou um anjinho. Ele matou uma moça de 24 anos por quem era perdidamente apaixonado”, frisou o âncora do Cidade Alerta.

Repórter Guilherme GonçalvesReprodução/TV Record

No entanto, o apresentador da TV Record pontuou que a equipe da emissora estava em uma via pública e, portanto, tinha o direito de fazer a gravação naquele local.

“Não é bem assim, do jeito que ela está falando. O repórter está na estrada, do lado de fora, e ela falou: ‘Não interessa’. Interessa, sim! Ele não está invadindo a propriedade, não está entrando na propriedade”, disse Gottino, revoltado com a situação.

O caso 

Na ocasião, o repórter acompanhava o caso envolvendo a morte do pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, cujo corpo foi encontrado na segunda-feira (2). Ele era suspeito de assassinar a tiros a ex-companheira, Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos. O crime teria ocorrido em 27 de outubro, às margens da Rodovia Cândido Portinari, em Rifaina, enquanto a jovem devolvia a caminhonete do ex-companheiro.

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