Rita Elmôr celebra reencontro com Nathalia Timberg em peça Fôlego

Rita Elmôr divide o palco com Nathalia Timberg e Carla Marins no espetáculo Fôlego, em São Paulo.Fernando Ocazione

Dividir o palco com uma das grandes referências do teatro brasileiro é uma experiência que ganha um significado ainda mais especial quando existe uma história compartilhada. Para Rita Elmôr, o reencontro com Nathalia Timberg, de 97 anos, representa um dos momentos mais marcantes de sua trajetória artística. As duas estão juntas no espetáculo Fôlego, que também reúne Carla Marins e segue em cartaz no Sesc Santo Amaro, em São Paulo, até 13 de dezembro.

A montagem celebra os 90 anos de carreira de Nathalia e propõe uma reflexão sobre memória, pertencimento e preservação dos espaços culturais. Para Rita, que também atua como dramaturga e diretora, a experiência vai além de um novo trabalho: é uma oportunidade de revisitar uma parceria e aprender com uma artista que atravessou diferentes gerações do teatro nacional.

“Estar em cena com Nathalia Timberg aos 97 anos é uma experiência que vou levar comigo para sempre. Estou contracenando com a história viva do teatro brasileiro. E ela continua ali, inteira, curiosa, disponível para o jogo da cena.”, afirma.

Rita Elmôr fala sobre reencontro com Nathalia Timberg Escrita por Andréa Bassitt e dirigida por Ricardo Grasson, a peça apresenta personagens cujas relações familiares e afetivas ajudam a conduzir uma narrativa sobre lembranças e vínculos.

Na história, Rita interpreta Laura, afilhada de Rosa, personagem vivida por Nathalia Timberg. Já Carla Marins dá vida a Juliana, sobrinha de Rosa.

O espetáculo também marca o reencontro profissional de Rita e Nathalia, que já haviam trabalhado juntas em Melanie Klein, sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo.

Para Rita, observar a disposição da veterana atriz para continuar experimentando novas possibilidades em cena tem sido uma das principais lições dessa convivência.

“Nathalia me faz pensar na atriz que desejo continuar sendo. Ela me ensina que o tempo não precisa diminuir nossos desejos, nossa curiosidade ou nossa capacidade de criar. Levo desse encontro uma espécie de coragem renovada, a certeza de que ainda há muito a experimentar, descobrir e viver através da arte”.

A admiração pela colega também reforça sua percepção sobre a longevidade artística e a importância de continuar buscando novos desafios, independentemente do tempo de carreira.

Atriz construiu trajetória entre teatro, televisão e cinema Formada em Artes Cênicas pela UNIRIO e pós-graduada em Filosofia pela PUC-Rio, Rita Elmôr desenvolveu uma carreira marcada pela atuação em diferentes linguagens artísticas.

Em 1998, recebeu indicação ao Prêmio Shell de Melhor Atriz pelo monólogo Que Mistérios Tem Clarice?, dirigido por Luiz Arthur Nunes.

A relação com a literatura de Clarice Lispector também se tornou uma das características de seu trabalho no teatro.

Há dez anos, Rita apresenta Clarice Lispector e Eu – O Mundo Não É Chato, espetáculo que combina textos da escritora com produções de sua própria autoria, sob direção de Rubens Camelo.

A artista também assina a dramaturgia e a direção de Mulheres que Nascem com os Filhos, montagem protagonizada por Samara Felippo e Carolina Figueiredo.

Na televisão, participou de produções como Capitu, Os Maias, Macho Man, Separação!?, Salve Jorge, Boogie Oogie e Deus Salve o Rei.

Mais recentemente, integrou o elenco da série da HBO Máscaras de Oxigênio (Não) Cairão Automaticamente.

No cinema, seu currículo inclui participações em Cilada.com e nos filmes Até Que a Sorte nos Separe 1 e 2.

Rita Elmôr prepara primeiro longa-metragem autoral para 2027 Enquanto celebra o reencontro com Nathalia Timberg nos palcos, Rita também se prepara para um novo capítulo de sua carreira no audiovisual.

A atriz acaba de concluir as filmagens de Joana É. O Olhar de Nós Duas, seu primeiro longa-metragem autoral.

No projeto, ela assume três funções: roteiro, direção e atuação, ampliando sua participação no processo criativo de uma produção cinematográfica.

O filme está atualmente em fase de montagem e tem lançamento previsto para 2027.

A realização representa um passo importante para a artista, que já possui experiência na criação e direção de espetáculos teatrais, mas agora leva sua visão autoral para o formato de longa-metragem.

Entre o palco e as câmeras, atriz vive fase de novos desafios Com uma trajetória que reúne trabalhos na televisão, no cinema e no teatro, Rita Elmôr continua apostando na diversidade de experiências como parte de seu desenvolvimento profissional.

A temporada de Fôlego e a preparação de seu primeiro longa autoral representam dois momentos distintos, mas complementares: de um lado, a oportunidade de dividir o palco com uma referência histórica da atuação; do outro, a possibilidade de conduzir uma narrativa cinematográfica a partir de sua própria criação.

Aos olhos de Rita, a convivência com Nathalia Timberg reforça justamente essa perspectiva de continuidade, mostrando que a carreira artística pode permanecer aberta a descobertas e transformações.

Com Fôlego em cartaz até 13 de dezembro, no Sesc Santo Amaro, em São Paulo, e um filme previsto para chegar ao público em 2027, a atriz segue conciliando a experiência acumulada ao longo dos anos com o desejo de explorar novos caminhos.

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