A influenciadora Alê Gaúcha, de 21 anos, moradora do Rio de Janeiro, conta que costuma receber pedidos de assinantes de sua plataforma adulta para equilibrar objetos nos seios. Chaves de carro, copos e taças estão entre as solicitações que chegam por mensagem, acompanhadas de uma preferência: querem que ela faça os vídeos justamente por ter o busto natural, sem silicone.
Acostumada às perguntas sobre o tamanho dos seios, Alê diz que usar sutiã GG e não ter próteses sempre chamou a atenção dos homens, mas os conteúdos personalizados revelaram um lado dessa curiosidade que ela desconhecia. “Sempre perguntam se tenho silicone e qual tamanho de sutiã uso. Quando digo que são naturais, começam a imaginar coisas que eu nunca pensei em fazer. Eu convivo com meus seios todos os dias, então não fico olhando para eles e pensando no que conseguiria equilibrar”, conta.
Entre um pedido para equilibrar uma chave de carro e outro envolvendo copos e taças, a primeira reação foi de estranhamento, até que Alê começou a perguntar o que os assinantes queriam ver naquelas gravações. “No começo, eu pensava: por que alguém pagaria para me ver fazendo isso? Depois fui entendendo que queriam acompanhar a tentativa, ver se o objeto parava ali, se eu conseguia equilibrar. Às vezes, nem pedem para tirar a roupa”, relata. O interesse erótico pelos seios é conhecido como mazofilia, embora o termo não descreva especificamente a prática de equilibrar objetos.
A atenção que hoje rende pedidos de vídeos já foi motivo de constrangimento na adolescência, quando Alê conta ter sofrido bullying pelo tamanho do busto.
“Eu ficava com vergonha dos comentários e queria que meus seios não chamassem tanta atenção. Fui crescendo, me acostumando com meu corpo e entendendo que não precisava carregar aquela vergonha. Hoje consigo falar disso sem me esconder e até achar graça quando chega uma ideia que nunca passou pela minha cabeça”, conclui.








