A Couture da Armani Privé Pelas Mãos de Silvana Armani: O Que Você Precisa Saber

Na noite da terça-feira (28), foi Silvana Armani quem entrou na passarela para receber os aplausos ao fim do desfile da Armani Privé em Paris – a primeira apresentação da linha couture da Giorgio Armani desde a morte de seu fundador, em setembro de 2025.

No último desfile Privé, em julho passado, embora não estivesse presente por conta do estado frágil de saúde, as peças que riscaram a passarela haviam sido desenhadas pelo próprio Sr. Armani – que fez ainda a curadoria de uma exposição em Milão, celebrando seus 20 anos na alta-costura. Nessa temporada, o desfile mostrou o que todos esperavam: seu espírito permanece vivo nas roupas.

Abaixo, conto o que você precisa saber sobre o show da Armani:

APLAUSOS PARA SILVANA ARMANI:

Sobrinha do fundador, parte da empresa desde 1980 e atualmente no comando da divisão feminina, foi Silvana quem assinou a coleção, ao lado do ateliê couture da grife. Seu ponto de partida foram as cores (verde, rosa e branco) mas também o símbolo de harmonia associado à pedra jade, que deu nome à primavera-verão 2026 da marca.

PARA MULHERES, POR UMA UMA MULHER:

O début fica ainda mais simbólico: ao assumir a Armani Privé, Silvana se torna a única mulher na direção criativa de uma casa de moda presente no calendário da alta-costura. Pelo menos nessa temporada – apesar das estreias que eu amei (leia na minha coluna sobre a coleção de Matthieu Blazy para a Chanel e de Jonathan Anderson para a Dior), a gente ia adorar ver mais mulheres no comando criativo de maisons de couture no futuro.

O ESPÍRITO ARMANI VIVE:

E ele está por toda a coleção: numa série de vestidos de noite com base de tule delicadamente coberta por milhares de cristais Swarovski, em bordados de inspiração oriental com lanternas, leques e pagodes; duas maneiras de olhar para a moda festiva que refletem diretamente a visão fashion de Armani. Através do olhar de Silvana, no entanto, o DNA da grife parece ter ganhado ainda mais leveza, descontração e fluidez.

UM CICLO SE FECHA, OUTRO SE INICIA:

Silvana desenhou um terno masculino com gravata de organza e calças fluidas para abrir o desfile. O vestido de noiva que encerrou o show, no entanto, foi sua reinterpretação sobre um design do próprio Armani (o modelo, feito para a coleção couture de outono-inverno 2025, não chegou a ser desfilado). O fio condutor da homenagem? Agnese Zogla, a modelo favorita de Giorgio Armani, que foi quem vestiu ambos os looks durante o desfile.

A APOSTA CHIQUE:

Foi o desenvolvimento de uma série de looks compostos por calças; ora combinados com paletós que não ajustavam, mas deslizavam sobre o corpo das modelos (honrando o savoir-faire de Armani para a alfaiataria, aquele mesmo que o tornou famoso), ora combinadas com capas translúcidas e spencers de contas bordadas. No que depender da Privé, as celebridades podem cruzar o tapete vermelho da próxima award season com belíssimos separates, não apenas vestidos!

BRILHO DE ESTRELA:

E por falar em celebridade, a grife – que é favorita do star system hollywoodiano – atraiu nomes de peso para sua primeira fila. Do meu assento, deu para ver Kate Hudson, indicada ao Oscar 2026 de Melhor Atriz por sua performance em “Song Sung Blue: Um Sonho a Dois”; e Michelle Pfeiffer, uma das responsáveis por popularizar o power suit da Armani nos anos 80 e 90, tanto em tapetes vermelhos quanto em filmes.

Com Antonia Petta e Milene Chaves

Donata Meirelles é consultora de estilo, atua há 30 anos no mundo da moda e do lifestyle

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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