A Força da Sensualidade: Antonin Tron Estreia na Direção Criativa da Balmain

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A estreia mais aguardada do dia (04/03) era essa: a Balmain de Antonin Tron, que fez seu début na direção criativa da grife ocupando o posto deixado por Olivier Rousteing em novembro passado, seguindo um dos ciclos mais longos e comercialmente bem-sucedidos da moda atual.

Desde o momento em que a primeira modelo pisou na passarela, vestindo uma jaqueta de couro com ombros marcantes, mangas amplas e bem acinturada, eu já sabia que ia amar. O que vi depois, desfilado por um casting de modelos que incluiu a carioca Laiza de Moura e a baiana Larissa Moraes, me deu a certeza: na Balmain, o futuro já começou. 

Divulgação/BalmainSobretudo preto com ombros amplos

TODO PODER AOS OMBROS, pois eles são são o foco absoluto da silhueta no inverno 26 da Balmain. Não é de hoje: ao assumir a direção criativa, Antonin Tron revisitou os arquivos da casa, encontrando na ênfase sugerida a essa parte do corpo um reflexo de algumas de suas paixões particulares, como a elegância sedutora de heroínas em filmes noir dos anos 1940, e em suas traduções para o power dressing da década de 1980.

Se os ombros marcantes fizeram parte do repertório fashion da etiqueta também em um passado recente (pense nos paletós pontudos do ex-diretor criativo Christophe Decarnin, que ganharam sobrevida em interpretações de Rousteing), para o futuro a rota foi recalculada: nas palavras de Tron, a ideia é exaltar uma visão arquitetônica da forma feminina para refletir “dinamismo, sensualidade e uma opulência moderna em sua sobriedade”.

Divulgação/BalmainAnimal print foi um dos elementos presentes no desfile

O BICHO ESTÁ SOLTO com o uso das padronagens animalier. Do tigre ao leopardo, elas aparecem estampando casacos e em vestidos com bordados handmade. Tudo a ver com os códigos da casa (há um look total de animal print que marcou a coleção apresentada por Pierre Balmain em 1955), mas também com os desejos atuais da moda.

Acompanhando os prints de animais, cetim, veludo, jacquard, renda e muito (muito!) couro, em uma paleta de cores noturnas com preto, roxo, verde e um tom profundo de azul que eu absolutamente amei. 

A FORÇA DA SENSUALIDADE OU A SENSUALIDADE DA FORÇA? Para Tron, o percurso faz sentido em mão dupla. O estilista diz ter feito um estudo sobre a “sensualidade da força”, evocando essa imagem a partir de elementos históricos da maison, do erotismo presente da coleção de primavera 1946 às técnicas de drapeado da primavera 1953.

Um exemplo feito sob medida para os dias de hoje? Suas interpretações para a pilot jacket, peça que encontra uma maneira decididamente glamourosa para falar do dinamismo da mulher Balmain: sempre em movimento – desde que seja de salto alto, é claro.

Com Antonia Petta e Milene Chaves

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