A ‘maleta nuclear’ em Alerta Apocalipse

Alerta ApocalipseSamuel Goldwyn Films

Quando a fita Alerta Apocalipse (2026) inicia, dá-se a impressão clara de que estamos no território de um típico ‘terror B’ que pode se levar a sério, mesmo com os efeitos especiais parecendo como algo precário. Mesmo a presença e voz de um (sempre) magnético Liam Neeson, não conseguiu tirar a sisudez da situação, no caso, as mortes de alguns cidadãos de um vilarejo no meio do nada, por motivos estranhos.

Após o prólogo do longa-metragem dirigido por Jonny Campbell e escrito por David Koepp, que realmente adentraremos no corpo e espirito do filme, porém, a dificuldade em encontrar o tom, entre comédia e terror, junto de um texto que exprime mínima originalidade fazem de Alerta Apocalipse, algo facilmente próximo do banal. Basicamente, uma versão ‘primo pobre’ misturada da série The Last of Us, da HBO, com o eletrizante Zumbilândia (2009).

Nem o bom elenco de Alerta Apocalipse foi capaz de segurar as pontas da trama sobre dois funcionários de um depósito de autoarmazenamento construído sobre uma antiga base militar, cujo turno da noite se transforma em um pesadelo quando um fungo parasita lacrado pelo governo, escapa dos níveis subterrâneos. À medida que as temperaturas aumentam, o microrganismo libera seu caos de controle cerebral e destruição corporal em tudo em seu caminho. A dupla deverá unir forças com um experiente agente de bioterrorismo para conter a ameaça, antes que ela desencadeie a extinção da humanidade.

Alerta ApocalipseSamuel Goldwyn Films

É uma pena quando uma história, depende tanto do carisma de seu elenco para tentar levar a narrativa adiante, exatamente como em Alerta Apocalipse, que possui poucas frases de impacto cômico.

São poucos os momentos que encontramos algo de mais valor como – “Não existe isso de maleta nuclear!” –, a respeito de uma bomba nuclear que o personagem de Liam Neeson carrega consigo, em caso de uma pandemia de fungo parasita aconteça, assim do nada.

Ao final, tudo o que sentimos e pensamos de Alerta Apocalipse, de Jonny Campbell, é que já vimos esse cenário antes, não apenas melhorado tecnicamente, mas de modo mais intenso. É como se não houvesse razões para rirmos ou mesmo nos importarmos com qualquer coisa vista ali. Alerta Apocalipse não liga o nosso alerta interno, nem lembra qualquer coisa apocalíptica.

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