A quase ‘trasheira’ em O Primata

O PrimataParamount Pictures

Pode parecer estranho, mas filmes também apresentam cartões de visita para o espectador na sala de cinema. Todo início de uma obra serve para o público como se estivéssemos sendo apresentados algo que veremos dali até o fim da sessão.

Então, se é uma ferramenta estratégica de apresentação, que representa visualmente a identidade daquele filme, podemos afirmar que O Primata (2025), de Johannes Roberts, diz logo de cara que entraremos em um território do tipo assustador, mas ‘trasheira’, que é uma gíria brasileira, usada para descrever filmes de terror, ficção científica ou suspense de baixo orçamento, qualidade duvidosa, com clichês exagerados, roteiros ruins ou efeitos especiais toscos, mas que podem ser divertidos de tão ruins, sendo um subgênero do “terror B” ou ‘cult’.

Contudo, também podemos assegurar que Roberts não seguiu sua própria estratégia de apresentação à risca, uma vez que O Primata demora um tanto para pegar no tranco quando o assunto é pisar no acelerador no quesito ‘tosqueira’.

O Primata é sobre um chimpanzé de estimação, Ben, que contrai raiva após ser mordido por um animal selvagem no Havaí, transformando-se em uma ameaça violenta e aterrorizante para a família e amigos da jovem Lucy, que estão de férias na casa, resultando em uma luta brutal pela sobrevivência com mortes sangrentas.

O PrimataParamount Pictures

É inegável que existe entretenimento em O Primata, porém, o ponto é que poderia haver (ainda) mais diversão pela narrativa, se a própria não tivesse se engessado em algumas situações, como boa parte do começo da tensão terror da história, onde observamos o grupo de jovens – que será dizimado pelo macaco desgovernado – tentando se esconder da brutalidade de Ben, dentro da piscina da casa de verão.

Tal manobra de roteiro, na verdade, só segurou as rédeas criativas da peculiar situação, deixando a atmosfera geral, tensa, mas repetitiva e, por consequência, maçante.

A narrativa de Johannes Roberts apenas flui como almejava – levando em consideração sua apresentação ‘trash’ – quando o macaco Ben encontra-se em um quarto bem ‘girly’, junto de um jovem alcoolizado que imaginava que iria transar ali, naquela cama. Ao invés, terá o seu rosto desfigurado de um modo grotesco e cômico, que deixará o clima, entre o humor e o horror, no seu mais equilibrado.

O PrimataParamount Pictures

Dali até o final, terá uma narrativa de fluxo mais regular, levando um bom entretenimento para quem topou a proposta de assistir por uma hora e meia: um chimpanzé assassino.

Relacionados

d69q4oydx8c5921w66skfms76-1
5gjeka5kf328r4xn8wmakvy4t
38afkwufpf95ew52rc94yk6sp
Receba atualizações na palma de sua mão e fique bem informado Siga o Canal do portal Ibotirama Notícias no WhatsApp

2025 | Ibotirama Notícias Todos os direitos reservados  Por DaQui Agência Digital

Rolar para cima