Adriana Araújo criticou, no Jornal da Band, uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) contra a TV Globo. O processo é alçado por suposto erro na pronúncia da palavra “recorde” em telejornais do canal carioca, o correto seria “recórde” e não “recorde” como o público geral e jornalistas da emissora falam.
Para dar sustentabilidade à ação no MPF, foram anexados trechos de programas esportivos e jornalísticos do canal, como Globo Esporte, Globo Rural e Jornal Nacional.
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Com passagem na emissora carioca entre os anos 1990 e 2000, Adriana Araújo detonou sobre o tema.
“Parece que a gente vive na Finlândia. Que não tem nenhum problema grave para resolver. E aí nos damos ao luxo de gastar tempo e uma fortuna. Para discutir o nada. Só que nós vivemos no Brasil. Bem-vindos!”, disse.
“O país que ano após ano bate ‘récorde’ de feminicídios, mas o problema é se o apresentador de TV fala ‘récorde’ ou ‘recórde’. Será que temos ‘récorde’ ou ‘recórde’ de estupros? De fuzil nas mãos de bandidos? De celulares roubados? De pacientes esperando por um médico especialista, por uma cirurgia? Faz décadas que milhões de crianças deixam a escola sem saber as contas básicas, sem aprender a ler… Mas o acento naquela palavrinha vai mudar tudo, né?”, debulhou a profissional.
A âncora do Jornal da Band também afirmou que o Brasil possui problemas maiores e que a Justiça deveria se preocupar com isso.
“Sabe quem deve adorar? Deve sentar para aplaudir? As facções criminosas. Parabéns! Discutam bobagens, o crime organizado agradece. Francamente… Tem uma palavra que só tem uma pronúncia: vergonha. E está faltando para muita gente!”, disse.
Saiba quem é Adriana Araújo
Adriana Araújo tem mais de duas décadas de carreira e ficou conhecida nacionalmente ao apresentar o Jornal da Record ao lado de Celso Freitas. Em 2021, foi demitida da emissora após 15 anos, em razão de críticas internas à condução negacionista da cobertura da pandemia de Covid-19.
A jornalista já declarou publicamente que não se arrepende de ter se posicionado contra a postura da empresa. “Não me arrependo, apesar de isso ter me criado vários problemas, inclusive a minha demissão”, comentou em 2024 para a Veja.
“A razão da minha demissão da Record foram as minhas críticas internas ao negacionismo em relação à pandemia. Não me omiti diante de um negacionista que colocava a vida das pessoas em risco”, desabafou.













