Há encontros que deixam de ser passagem e passam a ocupar lugar de permanência. Para Altemar Dutra Jr, o Nordeste não foi apenas rota de shows ao longo da carreira. Tornou-se casa, troca e reconhecimento, uma relação construída no tempo e agora transformada em música.
É a partir dessa conexão que nasce o álbum “Meu Cenário | Homenagem ao Nordeste”, projeto em que o artista celebra 30 anos de trajetória com um tributo direto à cultura nordestina. O trabalho propõe um mergulho em sonoridades que atravessam gerações, reunindo clássicos e releituras em um registro que preserva a energia do palco.
Gravado ao vivo em estúdio, o disco busca captar essa atmosfera sem filtros. Entre momentos de celebração coletiva e passagens mais emotivas, o repertório percorre diferentes camadas do forró e da música popular nordestina, conectando memória, identidade e pertencimento.
Com nove faixas, o álbum apresenta desde a força simbólica de “Meu Cenário” (Petrúcio Amorim), passando pela poesia de “Pedras que Cantam” (Fausto Nilo/Dominguinhos), até a emoção de “Ai que Saudade D’Ocê” (Vital Farias). A fé e a esperança aparecem em “Deus Me Proteja” (Chico César), enquanto o romantismo se destaca em “Verdadeiro Amor” (Washington Marcelo).
O clima de festa também marca presença nos medleys “Isso Aqui Tá Bom Demais / Frevo Mulher” e “É Proibido Cochilar / Pagode Russo”, pensados para o público cantar junto. Já “Riacho do Navio / A Vida do Viajante” resgata a força do repertório de Luiz Gonzaga, e “Tropicana (Morena Tropicana)” encerra o trabalho com leveza e identidade.
Gravado em 2025 entre Indaiatuba (SP) e Recife (PE), o álbum reforça o diálogo entre diferentes regiões e consolida o Nordeste como eixo central dessa narrativa musical construída por Altemar Dutra Jr.
“Meu Cenário | Homenagem ao Nordeste” está disponível nas plataformas digitais.








