A Lojas Americanas reduziu sua rede no Brasil em 432 unidades em pouco mais de três anos, desde o início de seu processo de recuperação judicial, em janeiro de 2023. O número representa uma redução de aproximadamente 23% em relação às 1.880 lojas que a companhia tinha no início do período.
Segundo dados apresentados nos balanços da empresa, em janeiro de 2023, quando entrou com pedido de recuperação judicial, a Americanas tinha 1.880 unidades abertas no Brasil.
Em dezembro de 2024, a rede havia encolhido para 1.663 unidades, uma queda de 217 lojas. O ano de 2025 registrou a maior redução acumulada em relação ao início da recuperação judicial, com o número de unidades chegando a 1.470 em dezembro, 410 a menos do que em janeiro de 2023.
No primeiro semestre de 2026, de acordo com o balanço mais recente, a companhia está com 1.448 lojas no país, uma diminuição de 432 unidades desde janeiro de 2023.
A Americanas também diminuiu o quadro de funcionários; o número de colaboradores caiu de 43.123, em janeiro de 2023, para 23.988, em janeiro de 2026 — uma redução de 19.135 pessoas, equivalente a cerca de 44%.
Recuperação judicial
Essa redução da rede de lojas no Brasil ocorreu nos últimos três anos e meio, aproximadamente, em meio ao processo de reestruturação da varejista, que entrou em recuperação judicial em janeiro de 2023.
O pedido de recuperação judicial foi apresentado em janeiro de 2023, na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, após a divulgação de inconsistências contábeis bilionárias. Na ocasião, a companhia informou ter cerca de R$ 800 milhões em caixa e apresentou dívidas de aproximadamente R$ 43 bilhões.
Nos meses seguintes, a varejista iniciou um processo de reestruturação financeira e operacional. Entre as medidas adotadas estavam a contratação de uma consultoria, a busca por financiamento para manter as operações e a negociação com credores sobre as condições de pagamento das dívidas.
Em março de 2023, a empresa apresentou seu plano de recuperação judicial, que foi aprovado em dezembro daquele ano, em assembleia geral de credores. Em fevereiro de 2024, a Justiça homologou o plano, formalizando a autorização para sua execução.
A reestruturação incluiu diferentes modalidades de pagamento e renegociação das dívidas, além de medidas voltadas à reorganização das operações.
Em 2024, a companhia informou ter quitado dívidas trabalhistas e iniciado pagamentos a fornecedores de acordo com as condições estabelecidas no plano.
O balanço do terceiro trimestre de 2026 ainda não está disponível; a divulgação dos resultados com os números atualizados, está prevista para novembro.









