Ana Paula Renault está dando um show na TV Globo.
A moça vem chamando a atenção, inclusive da concorrência.
Nos bastidores, a emissora quer aproveitar esse momento e mantê-la em projetos internos. A possibilidade de Ana Paula assumir um programa é considerada real. Mas também já se fala em um caminho mais ousado: colocá-la em novelas.
E aí começa a complexidade.
Desafio constante
Hoje, não existe na TV Globo um diretor artístico que consiga transformar Ana Paula em uma atriz consistente. Isso não pode ficar apenas nas mãos dela.
Para esse tipo de transição, é preciso alguém do porte de Daniel Filho, Wolf Maia ou Denis Carvalho; profissionais que sabiam conduzir atores e transformá-los em personagens fortes.
E esse tipo de direção hoje é raro.
Não apenas na Globo, mas também na Record TV e no SBT.
Há bons diretores de novelas, sim. Mas uma coisa é dirigir atores já prontos. Outra, bem diferente, é construir um ator e moldar alguém até que se torne personagem.
E isso faz falta.
O fato é que Ana Paula Renault tem algo essencial para a TV: carisma.
No passado, já tentaram aproveitá-la em programas, inclusive sob direção de Boninho. E talvez aí esteja parte da resposta para não ter funcionado.
Para apresentar um programa, também é preciso direção.
Um apresentador não entra no palco sendo apenas ele mesmo. Ele é, antes de tudo, um personagem.
Sempre foi assim.
Silvio Santos, Chacrinha, Raul Gil, Flávio Cavalcanti, Hebe Camargo, todos construíram personagens fortes na televisão.
Fora das câmeras, eram pessoas. No palco, eram personagens.
E é isso que pode definir o próximo passo de Ana Paula Renault na TV.








