Com mais de 15 anos de experiência no teatro musical, Analu Pimenta vive um dos momentos mais importantes de sua carreira. Aos 39 anos, a atriz protagoniza TINA – Tina Turner, O Musical, espetáculo que vem emocionando inúmeros espectadores ao contar a trajetória de uma das maiores artistas da música mundial.
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Para Analu, dar vida a Tina Turner vai muito além do desafio vocal ou físico. Isso porque a personagem também representa um encontro com sua própria história, já que, assim como a cantora norte-americana precisou enfrentar vários obstáculos antes de alcançar o auge, a atriz acredita que seu protagonismo também chegou no momento certo.
“Eu acabei de completar 39 anos e estou vivendo a minha primeira protagonista depois de mais de 15 anos de atuação no teatro musical. Quando descobri que a grande virada da Tina aconteceu depois dos 40 anos, aquilo me atravessou profundamente. É uma lembrança de que cada pessoa tem o seu tempo e que a gente não pode desistir porque as coisas ainda não aconteceram. A história dela me inspira todos os dias”, conta, em entrevista ao iG Gente.
De acordo com a artista, foi durante o processo de criação do espetáculo que percebeu como toda a sua trajetória profissional havia servido de preparação para que pudesse interpretar Tina Turner da melhor forma possível.
“Ela exige absolutamente tudo da gente: resistência vocal, física, preparo cênico e uma entrega emocional muito grande. Quando comecei a construir essa personagem, percebi que cada musical que fiz, cada banda em que cantei, tudo o que vivi até aqui estava me preparando para esse encontro. Nada foi por acaso”, explica.
Ainda que o público veja primeiro a potência vocal e a energia de Tina Turner, Analu destaca que o maior desafio está em transmitir a humanidade da cantora, o que, segundo ela, é essencial.

“A voz dela é muito específica, o jeito de cantar, de dançar e de ocupar o palco também. Mas o mais difícil é carregar toda a história que existe por trás daquela mulher. Não basta cantar igual. Você precisa entender quem ela era, tudo o que viveu, para que a emoção apareça de forma verdadeira”, diz.
Além de sua história na música, o espetáculo também retrata episódios marcantes da vida de Tina Turner, como a violência doméstica e o racismo. Na visão da atriz, falar sobre esses temas é uma das responsabilidades que o elenco carrega.
Além disso, a convivência diária com essa narrativa também transformou a atriz fora dos palcos. “A maior lição que levo dela é a resiliência. A Tina caiu muitas vezes e continuou acreditando que ainda existia um caminho para ela. Eu me identifico muito com isso. Também sou uma mulher que cai, levanta e segue em frente lutando.”
Sucesso no tempo certo
Em um mercado que costuma valorizar resultados rápidos e ligados às redes sociais, Analu acredita que sua própria trajetória reforça a importância de respeitar o tempo de cada artista.

“Hoje parece que tudo precisa acontecer muito rápido, mas a minha história prova justamente o contrário. Foram muitos anos estudando, trabalhando e fazendo personagens diferentes até chegar aqui. Às vezes, a grande virada vem quando ninguém mais espera. O importante é continuar preparado quando a oportunidade chegar”, pontua.
Além do sucesso nos palcos, Analu Pimenta também conquistou um público totalmente diferente ao dar voz à personagem Rumi, da animação Guerreiras do K-Pop. Ao refletir sobre o assunto, a atriz entende que a experiência aproximou crianças e adolescentes do teatro musical.
“A dublagem acabou me apresentando para um público que talvez nunca tivesse ido ao teatro. Acho muito bonito quando alguém chega para assistir ao musical porque me conheceu por outro trabalho”, afirma.
Apesar do reconhecimento recente, a atriz diz que ainda sonha em atuar em novelas, no cinema e até estrelar um monólogo. Mas, acima de tudo, deseja continuar interpretando personagens capazes de marcar o público.

Ao final da temporada, ela espera que a história de Tina Turner permaneça viva para além do palco.








