A morte de Renato Machado (1942-2026) motivou uma homenagem de Márcio Gomes durante o Live CNN desta quinta-feira (16). O âncora do CNN Prime Time relembrou a importância do jornalista para o telejornalismo brasileiro e afirmou que o veterano foi uma das principais referências de sua carreira. “Algumas notícias nos atingem com mais força, e essa talvez seja uma delas, por tudo que o Renato representou na nossa profissão, na nossa imagem. Quem não queria ser o Renato Machado?”, declarou Márcio Gomes.
Renato Machado inspirou gerações
Durante a homenagem, o apresentador recordou diferentes etapas da carreira de Renato Machado, desde o trabalho como repórter no Rio de Janeiro até a atuação como correspondente internacional e apresentador de telejornais. “E eu queria ser tudo isso”, afirmou. Márcio também explicou que via o colega como um modelo profissional. “A imagem dele era inevitavelmente um espelho para mim, um farol que eu queria seguir, para ser como ele, na inteligência, na cultura, na possibilidade de tratar de tantos assuntos”, contou. Na sequência, destacou a capacidade do jornalista de abordar diferentes temas. “Na leveza com que ele levava os assuntos leves, na profundidade com que ele conseguia levar os assuntos mais pesados, mais difíceis, porque ele era muito inteligente, muito culto”, disse.
Lembrança de um encontro em 2019
Márcio Gomes contou ainda que substituiu Renato Machado durante períodos de férias, experiência que definiu como um aprendizado constante. “É engraçado isso, os momentos em que mais aprendi com ele foram quando ele não estava perto de mim”, contou.
“Era uma tremenda responsabilidade por tudo que ele representava, por tudo que ele nos ensinava a cada reportagem e a cada ancoragem que ele fazia. Era uma lição de jornalista”, disse. O jornalista também recordou uma fotografia publicada por ele nas redes sociais, registrada em 2019 durante a gravação de uma chamada para o Globo Repórter.
Segundo Márcio, o encontro aconteceu em um aeroporto e ficou marcado pelo bom humor de Renato. “Ele falava: ‘Não filma meu pé, estou sem meia’. Ele, tão elegante, estava sem meia no sapato. Ou muito elegante, já que muita gente hoje não usa meia, eu seria incapaz de não usar. Talvez o Renato estivesse à frente do seu tempo”, brincou.








