O encerramento da última sessão foi marcado por um gesto de carinho dos profissionais da unidade. Balões coloridos, um balão em formato de coração com a mensagem Última quimio. Fé sempre, além da entrega de um certificado simbólico e registros fotográficos marcaram o momento de celebração ao lado da paciente e de familiares.
Foram 16 sessões de quimioterapia realizadas ao longo de várias semanas. O tratamento começou com quatro aplicações do protocolo conhecido entre profissionais de saúde como quimioterapia vermelha e seguiu com outras 12 sessões semanais da chamada quimioterapia branca.
Cada sessão representou mais um passo em uma caminhada marcada por desafios físicos e emocionais comuns no tratamento oncológico.
Madrugadas, espera e resistência
A rotina da paciente e da família mudou completamente desde o início do tratamento. Em muitos dias era necessário sair de casa ainda de madrugada para chegar ao hospital antes do início dos atendimentos.
As sessões começavam por volta das 7 horas da manhã e muitas vezes se estendiam até o início da tarde.
Ao longo desse período Dora enfrentou efeitos conhecidos do tratamento contra o câncer, como enjoos, cansaço intenso e momentos de fraqueza. Mesmo diante das dificuldades manteve a determinação de seguir cada etapa recomendada pelos médicos.
A conclusão da última sessão representou não apenas o fim de um ciclo médico, mas também um momento de emoção compartilhado entre profissionais de saúde, familiares e a própria paciente.

Uma luta que atravessa décadas
A história de Dora Portela com o câncer começou muitos anos antes.
Quando a família ainda morava em Brasília ela já havia enfrentado a doença pela primeira vez. Na época passou por cirurgia, sessões de quimioterapia e 28 aplicações de radioterapia como parte do tratamento indicado pelos médicos.
O filho, o jornalista Tiago Portela, ainda criança, acompanhou de perto aquele período marcado por consultas médicas, exames e longas jornadas hospitalares.
Décadas depois a história voltou a se repetir.
No ano passado Dora recebeu o diagnóstico de reincidência de câncer de mama. Após a confirmação da doença passou por cirurgia para retirada total da mama e iniciou rapidamente o novo protocolo de quimioterapia indicado pela equipe médica.
Segundo exames mais recentes realizados após a cirurgia, não foram identificados vestígios da doença. A continuidade do tratamento com quimioterapia e radioterapia segue o protocolo médico recomendado para reduzir o risco de retorno do câncer.
Para a família, o encerramento do ciclo de quimioterapia representa um momento de esperança e gratidão após meses de tratamento e acompanhamento médico.
Dora Portela é mãe do jornalista Tiago Portela, diretor regional do Oeste do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia, o Sinjorba, e diretor responsável pelo portal TV Web Barreiras.
Próxima etapa do tratamento
A próxima fase do tratamento deverá ser realizada em Salvador, onde Dora passará por um novo ciclo de radioterapia indicado pela equipe médica.
Esse tipo de procedimento faz parte do protocolo adotado em muitos casos de câncer de mama e tem como objetivo reduzir o risco de recorrência da doença.
Para pacientes e familiares o encerramento da quimioterapia representa um marco importante no tratamento e um passo significativo rumo à recuperação.
Reconhecimento à equipe de saúde
Durante todo o período de tratamento familiares da paciente destacaram o atendimento recebido no hospital.
Segundo o relato o cuidado oferecido pelos profissionais foi marcado por atenção, acolhimento e respeito aos pacientes em tratamento oncológico.
Administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce em parceria com o Governo do Estado da Bahia, o Hospital do Oeste atende pacientes de diversos municípios do Oeste baiano e é referência regional em diversas especialidades médicas, incluindo o atendimento oncológico.
Histórias como a de Dora Portela revelam não apenas a dureza da luta contra o câncer, mas também a importância do cuidado humano durante o tratamento.
Para muitas famílias cada sessão concluída representa uma pequena vitória.
E às vezes, como aconteceu nesta quinta-feira em Barreiras, a última sessão de quimioterapia se transforma em um momento de emoção coletiva compartilhado entre pacientes, familiares e profissionais de saúde que acompanham diariamente batalhas silenciosas dentro de um hospital.






