Após polêmica de Ratinho, Sheherazade “dá aula” sobre identidade

Rachel Sheherazade volta para a Record e assume AcumuladoresReprodução/Internet

Após as falas polêmicas e transfóbicas do apresentador Ratinho a Erika Hilton (PSOL-SP), depois que a deputada federal foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara na quarta-feira (11), a jornalista Rachel Sheherazade foi às redes sociais para “dar aulas” sobre identidade de gênero.

Sheherazade começa o vídeo, publicado nas redes sociais, citando da filósofa existencialista Simone de Beauvoir “Não se nasce mulher, torna-se mulher”

Com isso, ela queria dizer que ser mulher não é uma questão biológica, de combinação de cromossomos. Ser mulher é também uma construção social, cultural e histórica de construção de uma identidade. Os papéis que defendem o masculino e o feminino não são naturais, ou seja, não nascem com a gente. Eles são impostos desde a infância”, inicia ela.

Na quarta-feira (11), o apresentador de televisão iniciou uma série de falas transfóbicas contra a deputada, questionando a escolha para o conselho.

Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?“, questionou ele durante programa ao vivo

Ainda no vídeo publicado por Rachel, há uma forma distorcida de como meninos e meninas são ensinadas na sociedade, atribuindo papéis de submissão a mulheres e de imposição aos homens.

“Meninas são condicionadas a falar baixo, a nunca se impor, nunca questionar. Sempre aceitas, sempre ser útil, ser gentil […]. Enquanto isso, os meninos são ensinados a agredir, a se defender, a se posicionar, explorar, conquistar […]. Ou seja, desde a infância é a sociedade quem define e impõe através da educação, da cultura e da religião para se tornar homem ou mulher”, continua ela.

Ela é ainda mais cirúrgica diante das polêmicas envolvendo pessoas trans e sobre as falas transfóbicas de Ratinho.

Então se é uma construção social, é preciso entender que trans e travestis também são mulheres porque são pessoas que vivem socialmente como mulheres e porque são pessoas que se identificam como mulheres. Ser ou não ser mulher não depende do olhar do outro, do parecer de quem está fora, nem muito menos da permissão de um animador de auditório”, continua.

Relembre a polêmica

Após ser eleita como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, Erika Hilton (PSOL-SP) virou alvo de uma outra cena. O apresentador de televisão Ratinho viralizou nesta quarta-feira (11) ao fazer comentários transfóbicos contra a deputada federal. 

Ratinho continuou com as falas preconceituosas quando questionou a identidade de gênero de Erika.

Ela não é mulher, ela é trans. Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo… Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente. Eu até respeito, respeito todo mundo que tem comportamento diferente, está tudo certo. Agora, para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias ”, disse ele.

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