Avon imprime a menopausa em laboratório e se reforça como FemTech

Avon usa pele impressa para estudo de menopausaDivulgação

A menopausa é um processo natural que faz parte do ciclo de vida feminino. No entanto, pouco se investigava sobre os efeitos dessa alteração hormonal significativa sobre a pele. Os números mostram a dimensão do problema. Segundo estudos publicados na revista Climacteric e divulgados pela Fiocruz , 82% das brasileiras nessa faixa etária apresentam sintomas que comprometem sua qualidade de vida – o que acaba se estendendo à pele.

O quadro é mais amplo. A Fiocruz, que em 2025 coordenou a atualização do Manual do Climatério junto ao Ministério da Saúde para enfrentar esse histórico abandono com o cuidado de uma fase tão sensível para as mulheres, aponta que 79% das brasileiras relatam sentimentos negativos como ansiedade, depressão, vergonha e constrangimento nessa fase e 65% acreditam que a menopausa ainda é tabu na sociedade. Ainda assim, apenas 52% buscam tratamento. Para se ter ideia do problema, menos de 250 mil mulheres foram diagnosticadas pelo SUS em um universo de cerca de 30 milhões de mulheres que estão vivendo essa transição. Resumo: esse é um problema legítimo e que precisa de atenção.

Avon usa pele impressa para estudo de menopausaDivulgação

Pensando em todo esse panorama, a Avon alcançou o que considera um marco inédito na indústria: o desenvolvimento da primeira pele bioimpressa capaz de reproduzir, com precisão, os efeitos da menopausa sobre a pele. Essa é uma pele obtida a partir de células de mulheres brasileiras, uma das populações mais miscigenadas do mundo, o que agrega representatividade e complexidade ao modelo.

Esse modelo de pele simula transformações documentadas como a perda de colágeno, a diminuição da densidade e o ressecamento intenso da pele. E, para garantir isso, ele foi submetido a um ambiente hormonal controlado, com redução dos níveis de estrogênio e progesterona, fatores intimamente ligados às alterações cutâneas nessa fase, como informa Luciana Vasquez, gerente de pesquisa em pele da Avon.

Avon usa pele impressa para estudo de menopausaDivulgação

Peles reconstruídas já existem na pesquisa desde a década de 80, mas o uso de impressoras 3D para a impressão de peles é algo mais recente no mercado. Esse recurso permite um modelo mais reproduzível, eticamente correto e mais flexível para a análise profunda do efeito do climatério sobre o envelhecimento cutâneo feminino. Isso deve acelerar significativamente o desenvolvimento de produtos mais eficazes e direcionados, contribuindo também para práticas mais sustentáveis na pesquisa cosmética, reduzindo a necessidade de outros métodos.

Desenvolvido no Centro de Inovação da Avon, um dos mais avançados da América Latina, esse marco posiciona o país no centro das discussões sobre tecnologia cutânea e estudos sobre a longevidade da pele. Esse movimento também reforça o novo posicionamento da Avon como uma FemTech, honrando o envolvimento da marca com o universo feminino há 140 anos. Com mais de 70% da equipe científica formada por mulheres, Avon vem acompanhando de forma mais direta o modo como o envelhecimento e a menopausa são compreendidos de uma forma mais ampla, e não apenas estética.

Essa abordagem tecnológica sustenta uma parceria de Natura com o Instituto Science Valley para viabilizar o maior estudo brasileiro sobre o ciclo hormonal feminino. O projeto acompanhará 1,5 mil mulheres em 27 capitais do país, com conclusão em 2027, gerando dados inéditos sobre como fatores genéticos, sociais e regionais moldam a experiência nessa fase da vida. Esse estudo busca subsidiar protocolos de manejo clínico no SUS e impactar as Diretrizes Nacionais de Atenção à Mulher no Climatério.

Foi justamente nesse modelo de pele bioimpressa que a Avon acaba de mapear os reais efeitos do Protinol, uma tecnologia exclusiva da marca, no tratamento e recuperação da pele em menopausa e climatério. É uma tecnologia desenhada para as necessidades específicas dessa pele em declínio hormonal. Com apenas cinco dias de uso no tecido bioimpresso, a tecnologia combateu as principais causas do envelhecimento acelerado gerado por essa mudança.

Avon usa pele impressa para estudo de menopausaDivulgação

O Protinol é responsável por estimular 2 dos 28 tipos de colágeno,  atualmente descritos no corpo humano, o I e o III.  Além disso, ele atua no estímulo dos fibroblastos, favorece a produção da elastina e inibe enzimas responsáveis pela degradação do colágeno. Um recuperador da “fábrica da pele”, trazendo elasticidade e sustentação para ela. Um outro benefício muito interessante é o estímulo da produção de ácido hialurônico, responsável pela hidratação e densidade da pele, melhorando também a retenção de hidratação.

Todos esses avanços de estudo da pele menopausada no Brasil só reforçam essa estratégia de reposicionamento da Avon, que usa o topo de tecnologia para colocar no centro da conversa a mulher.

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