Se você nunca esfregou o seu pulso em um adesivo perfumado da revista da Avon, você perdeu uma das memórias afetivas mais conectoras da beleza. Fundada em 1886, a Avon nasceu com um propósito: promover a autoestima e a emancipação feminina. Sendo uma das maiores referências em beleza global, a Avon foi adquirida pelo grupo Natura em 2020 e realizou a venda da Avon Internacional em 2025, uma decisão estratégica para reduzir complexidade e concentrar recursos na América Latina, região considerada o verdadeiro motor da marca. Agora, em 2026, ela opera sob o modelo de Femtech – uma “startup do feminino”, fundindo o seu legado de mais de mil patentes a uma nova estrutura que envolve uma aceleração do laboratório à cliente e uma cultura focada no digital. Transformando a vida de mais de 1 milhão e meio de Consultoras de Beleza, Avon entra agora em uma nova fase, após 140 anos.

A Avon oficializou o seu relançamento e renascimento em um evento a mais de 100 metros de altura nessa última terça-feira, dia 10 de Março, no SkyBar, tendo como paisagem a vista da cvidade de São Paulo. Reunindo nomes de vários setores da indústria da beleza, Avon celebrou essa nova Fase Femtech revelando produtos e tecnologias revolucionários, trazendo à frente mulheres potentes e mostrando como agora ela opera como uma plataforma tecnológica focada nas necessidades das mulheres latinas.
A persona-foco de Avon é a Glow Getter, a mulher hiperconectada das classes C e D que tem pouco tempo para se cuidar, mas mantém a exigência de produtos que entreguem resultados visíveis. “Como uma marca historicamente feita por e para mulheres, ficamos felizes em ver que a indústria tem se voltado, mais recentemente, para demandas femininas que foram negligenciadas no passado. Esse movimento de mercado reforça nossa crença de que um mundo melhor para as mulheres é um mundo melhor para todos”, diz Tatiana Ponce, CMO e Vice-presidente da Avon.

Pra isso, Avon rompe com o modelo tradicional de pesquisa e desenvolvimento de produtos com a implementação de squads multidisciplinares, que unem P&D, Marketing e Suprimentos, acelerando a cadeia de produção. Pra isso, ela construiu 20 agentes de Inteligência Artificial para avessar seu quase infinito banco de dados. Ela celebra o passado olhando para o futuro, conectando heroes com as necessidades do mundo atual. Essa redução do ciclo de produção se mostrou um sucesso comercial na coleção com Ana Castela, que levou apenas 5 meses do desenvolvimento à cliente final, um tempo recorde para a empresa, se convertendo em uma extrapolação da meta de vendas e numa conquista de uma base de Consultoras mais jovens.

Essa mudança pode também ser vista na nova identidade que converge legado histórico e lógica contemporânea, estruturando a marca como sistema. Uma das principais referências conceituais do projeto é Ada Lovelace (1815-1852), visionária que transformou lógica em algoritmoatravés da estratuturação de pensamento em código, estabelecendo um paralelo direto com o novo momento da Avon. Inspirada por esse princípio, a identidade incorpora os códigos “< >”, conhecidos elementos da sintaxe algorítmica como recursos estruturantes do design. “A mudança acontece no logotipo, na expressão visual e estética que refletem o novo modelo da marca com uma nova arquitetura de portfólio e processos de produção mais inteligentes, que traduzem o que chamamos de Tecnologias do Feminino. Desta forma, o reposicionamento não é apenas estético, trata-se de uma atualização do ‘Sistema Operacional’ da Avon. As necessidades das mulheres são o nosso principal dado de entrada para o desenvolvimento ágil de produtos”, explica a vice-presidente.

Esse novo visual se expande na direção de produtos icônicos. Os perfumes da linha Cristal, um item obrigatório na penteadeira de todas as avós, renascem modernizados, com uma construção aromática disruptiva e, acima de tudo, muito competitiva com o que o mercado hoje oferece e busca.
A Newstalgia é o movimento que Avon busca através disso, com a celebração de seu passado e reconhecimento da marca, convertendo isso em vendas e conquista de mercado. Para muito além de uma marca tradicional, a Nova Avon deseja estar à frente das inovações e do mercado, se tornando um farol para o que um time forte e centrado em tecnologia pode oferecer à consumidora.

A celebração desse DNA Femtech celebra o fato de que Avon sempre se definiu como uma marca de mulheres para mulheres. Esse posicionamento como plataforma tecnológica de beleza comandada principalmente por mulheres celebra isso.
Naturalmente, essa nova abordagem de mercado não para no conceito. Avon sabe o que funciona e, através da estratégia de Transversalidade, ela promove a migração de tecnologias de sucesso dentro de seu portfólio. O maior exemplo é a linha Power Stay. Essa linha de duração extrema que facilita a rotina de tantas pessoas teve sua proposta trasposta para a área de perfumaria, gerando um resultado de vendas 180% superior ao das metas internas.

Tudo isso foi celebrado, explicado e exibido nesse evento de grande porte que teve como seu momento mais marcante a presença e discurso de Maria da Penha, uma personalidade essencial para o bem-estar feminino devido à transformação de seu grande sofrimento e tentativa de feminicídio na lei homônima que salvou e salva a vida de tantas mulheres. A conversa profundamente tocante reforçou o quanto a Avon é um instrumento de transformação social pela possibilidade de autonomia feminina que, em muitos casos, permite a saída de espaços e relacionamentos que oferece riscos às mesmas.

Uma grande potência de nosso mercado, Avon lembra que nunca é tarde para se reinventar. Nesse movimento de grande humildade, a Nova Avon tem todas as ferramentas para dominar o mercado, mostrando como um histórico tão abrangente pode se transformar no alicerce para a construção de um futuro ainda mais brilhante.











