Azul fecha acordo bilionário com American e United Airlines

A Azul entrou com o pedido de recuperação judicial em 28 de maio do ano passado Foto: Guilherme Ramos/ Azul

A empresa Azul Linhas Aéreas anunciou que fechou acordos de investimentos, com as companhias aéreas American Airlines e United Airlines, dos Estados Unidos.

De acordo com comunicado emitido pela empresa nesta quarta-feira (18), as duas companhias se comprometeram a fazer investimentos de US$ 100 milhões cada uma, o que representará cerca de R$ 1 bilhão em novos recursos.

Este aporte vai reforçar a estrutura de capital da Azul na saída do processo de recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos, chamado Chapter 11.

O acordo permite que, supervisionada por um tribunal norte-americano, a empresa inicie uma reestruturação financeira enquanto mantêm suas atividades.

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“Nos termos dos respectivos EIAs (do inglês, aditamentos aos acordos de investimento) e de seus respectivos termos e condições, a American e a United se comprometeram individualmente a realizar investimentos em equity que apoiarão a capitalização da Azul na saída do Chapter 11 e estão integrados ao plano de reorganização da companhia aprovado pela United States Bankruptcy Court for the Southern District of New York”, diz o comunicado da empresa.

Esse aporte feito pela United Airlines vai ser realizado no contexto da oferta pública de ações, que foi divulgada ao mercado em 3 de fevereiro deste ano e que terá liquidação prevista para 20 de janeiro de 2026.

Já sobre o investimento feito pela American Airlines, a expectativa é que ele seja realizado mediante a emissão de bônus de subscrição, “nos termos e condições previstos em um contrato de subscrição de warrants”.

Os warrants são títulos de garantia que permitem ao detentor comprar ou vender um ativo.

Além disso, a companhia aérea informou ter celebrado um Acordo de Investimento Adicional com “determinados credores existentes”, assegurando mais US$ 100 milhões dentro da mesma oferta pública.

Recuperação financeira

A Azul entrou com o pedido de recuperação judicial em 28 de maio do ano passado e o plano foi aprovado em dezembro por um tribunal dos Estados Unidos.

Segundo a companhia, o Chapter 11, como é chamado esse processo de reorganização financeira supervisionado pela Corte nos Estados Unidos, permite a reestruturação do passivo da empresa, mas mantendo a operação em curso.

A empresa afirmou que utilizará essa estrutura jurídica consolidada para eliminar mais de US$ 2 bilhões de dívidas financeiras, readequar contratos de leasing e otimizar sua frota, “com o objetivo de emergir com maior flexibilidade e sustentabilidade operacional e financeira”.

“A Azul manterá seus acionistas, clientes, tripulantes e o mercado informados sobre todos os desdobramentos relevantes do processo de reestruturação, na medida e nos momentos que entender necessários, em total conformidade com as leis e regulamentações aplicáveis”, finalizou a Azul, no comunicado.

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