Bia Napolitano chama atenção ao expor rotina bilíngue do filho

Bia Napolitano chama atenção ao expor rotina bilíngue do filhoReprodução | Instagram

Antes dos 2 anos, Domenico, filho de Bia Napolitano, já convive com três idiomas na rotina. Em casa, o pai fala alemão, enquanto a mãe alterna entre português e inglês. Ao longo da semana, ele também participa de atividades lúdicas em inglês.

A rotina compartilhada nas redes sociais chamou atenção e levantou uma dúvida comum entre famílias: o contato com mais de um idioma tão cedo pode confundir a criança ou prejudicar o desenvolvimento?

Pesquisas em neurociência e linguagem indicam que não. Estudos mostram que a exposição precoce a diferentes idiomas estimula regiões do cérebro ligadas à atenção, memória e controle cognitivo, favorecendo o desenvolvimento global.

O que acontece no cérebro da criança

Crianças expostas a mais de um idioma desde a primeira infância tendem a apresentar maior plasticidade cerebral, ou seja, mais capacidade de adaptação e formação de novas conexões neurais.

Na prática, isso está associado a habilidades como foco, memória e flexibilidade cognitiva.

“A infância é um período de alta adaptabilidade do cérebro e o contato com mais de uma língua nessa fase favorece funções cognitivas importantes ao longo da vida”, explica Raquel Nazário, diretora da Maple Bear Brasília.

Segundo a especialista, o aprendizado vai além do vocabulário. A criança passa a lidar com diferentes sistemas linguísticos, o que exige um trabalho constante do cérebro.

“O bilinguismo estimula a criança a alternar entre sistemas linguísticos distintos, o que impacta não só na linguagem, mas também em habilidades como memória, resolução de problemas e criatividade”, afirma.

Benefícios do contato precoce

Os efeitos do bilinguismo vão além da comunicação. Estudos apontam que crianças expostas a mais de um idioma desde cedo tendem a desenvolver maior consciência linguística e melhor desempenho em tarefas que exigem atenção e controle cognitivo.

Também apresentam mais facilidade para aprender novos idiomas ao longo da vida e maior flexibilidade de pensamento, o que contribui para adaptação em diferentes contextos.

O contato com uma segunda língua não precisa ser formal. Quando inserido de forma natural na rotina, seja em casa, em interações do dia a dia ou em ambientes educativos, já é suficiente para estimular o desenvolvimento.

“O ensino bilíngue, quando acontece desde cedo e de forma estruturada, faz com que a criança não perceba o idioma como uma matéria a estudar, mas como uma forma natural de se expressar e entender o mundo”, destaca Raquel.

Começar cedo faz diferença?

A primeira infância é considerada uma fase estratégica para a aprendizagem de idiomas. O contato precoce amplia o repertório cognitivo antes mesmo da alfabetização e contribui para o desenvolvimento da comunicação, atenção e adaptação.

O caso de Domenico chama atenção justamente por ilustrar um ponto já sustentado por estudos: crianças pequenas não se confundem com múltiplos idiomas. Elas desenvolvem a capacidade de transitar entre eles de forma natural.

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