A distribuição de boletins mensais sobre a seca, com monitoramento e previsão de riscos e impactos para todas as cidades brasileiras, foi discutida no Bate-Papo com a Defesa Civil nesta quinta-feira (29). O tema integra a meta 2.2.6 do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDC). O encontro virtual foi transmitido no canal do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) no YouTube. Assista aqui.
Mediado pelo analista técnico executivo da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), Jadson Santos, o bate-papo recebeu a coordenadora de relações institucionais do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Ana Paula Cunha. “Essa meta representa um olhar diferente para a maneira como devemos lidar com a seca no nosso País, saindo do modo reativo, quando a atuação ocorre após o início do problema, ou seja, quando os impactos já estão evidentes, com os níveis dos rios zerando e queda na produção da agricultura familiar, para o modo proativo, com planejamento de ações para reduzir os danos, em especial, na população mais vulnerável”, ressaltou Ana Paula.
O coordenador de análise da Coordenação-Geral da Operação Carro-Pipa, Israel de Oliveira, também participou da conversa. “Hoje, temos a concepção de fazer política pública ouvindo as pessoas, é dessa forma que a gente consegue fazer política de forma apropriada”, afirmou.
Em novembro do ano passado, o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil foi lançado na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém, no Pará. O documento estabelece diretrizes, estratégias e ações coordenadas entre União, estados, Distrito Federal e municípios para fortalecer a prevenção, preparação e a resposta a desastres em todo o País. O objetivo é proteger a vida e reduzir danos e perdas materiais, além de impulsionar a resiliência das comunidades diante de desastres naturais ou tecnológicos, provocados pela ação humana.
O PNPDC se estrutura em torno de cinco eixos de atuação para aumentar a resiliência do País:
- Prevenção: Evitar a ocorrência de novos riscos e desastres. Inclui planejamento, ordenamento territorial e identificação/monitoramento de riscos.
- Mitigação: Reduzir ou limitar os impactos e a gravidade dos desastres. Envolve obras de infraestrutura resistente e políticas ambientais e de engenharia.
- Preparação: Desenvolver capacidades para gerir emergências de forma eficiente. Abrange capacitação, sistemas de alerta antecipado e elaboração de Planos de Contingência.
- Resposta: Realizar ações imediatas durante ou após o desastre. Foca em socorro, resgate, assistência às vítimas (abrigamento, suprimentos) e restabelecimento de serviços essenciais.
- Recuperação: Restaurar o cenário e impulsionar o desenvolvimento pós-desastre. Inclui a reconstrução de infraestrutura e habitações, aplicando o princípio de “reconstruir melhor” para evitar vulnerabilidades futuras.







