A partir desta quarta-feira (17), o Governo Federal inicia o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de junho para 19,3 milhões de famílias em todo o Brasil. Presente nos 5.571 municípios do país, o programa contará neste mês com investimento de R$ 13,08 bilhões e benefício médio de R$ 677,66.
Os pagamentos seguem o calendário definido pelo final do Número de Identificação Social (NIS) e serão realizados até o dia 30 de junho.

Como parte das ações de apoio a famílias afetadas por desastres naturais, 207 municípios receberão os recursos de forma unificada já no primeiro dia do calendário. A medida contempla 124 cidades do Rio Grande do Norte, 31 da Paraíba, 27 de Pernambuco, dez do Paraná, seis de Roraima, cinco de Sergipe, três do Amazonas e uma do Rio de Janeiro.
Benefício para crianças de até seis anos
Entre os benefícios adicionais oferecidos pelo programa, 8,44 milhões de crianças de zero a seis anos receberão neste mês o Benefício Primeira Infância. O valor extra é de R$ 150 por criança, com investimento total de R$ 1,19 bilhão.
Pagamentos adicionais
Além do benefício para a primeira infância, o Bolsa Família também prevê um adicional de R$ 50 para:
- 14,35 milhões de crianças e adolescentes entre sete e 18 anos;
- 670,1 mil gestantes;
- 339,7 mil nutrizes (mães que estão amamentando).
O investimento destinado a esses pagamentos complementares supera R$ 706,79 milhões.
Atendimento a grupos prioritários
Neste mês, o programa alcança ainda grupos considerados prioritários. Entre eles estão 282,7 mil famílias com pessoas em situação de rua, 258,9 mil famílias indígenas, 302,8 mil famílias quilombolas, 3,2 mil famílias com crianças em situação de trabalho infantil, 56,3 mil famílias com pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão e 423,4 mil famílias de catadores de material reciclável.
Mulheres são maioria entre os responsáveis familiares
Os dados mostram que 16,22 milhões dos responsáveis familiares atendidos pelo Bolsa Família são mulheres, o equivalente a 84% do total.
O programa também alcança principalmente famílias negras. Segundo o Cadastro Único, 36,66 milhões dos beneficiários se identificam como pessoas pretas ou pardas, representando 73,2% do público atendido.
Regra permite permanência no programa após aumento de renda
Criada na nova versão do Bolsa Família, a Regra de Proteção permite que as famílias permaneçam no programa por até um ano mesmo após conseguirem emprego formal ou registrarem aumento na renda.
Nesses casos, os beneficiários continuam recebendo 50% do valor do auxílio. Em junho, a medida atende 2,26 milhões de famílias e soma investimento de R$ 832,1 milhões.
Nordeste concentra maior número de beneficiários
O Nordeste continua sendo a região com o maior número de famílias atendidas pelo programa. Em junho, são 8,97 milhões de beneficiários, com investimento de R$ 6,03 bilhões.
Em seguida aparecem o Sudeste, com 5,50 milhões de famílias e R$ 3,68 bilhões em repasses; o Norte, com 2,49 milhões de beneficiários e R$ 1,76 bilhão; o Sul, com 1,32 milhão de famílias e R$ 889,6 milhões; e o Centro-Oeste, com 1,03 milhão de beneficiários e R$ 713,12 milhões.
Entre os estados, a Bahia registra o maior número de famílias contempladas pelo Bolsa Família em junho. São 2,38 milhões de beneficiários, com investimento de R$ 1,58 bilhão.
Na sequência, São Paulo aparece com 2,31 milhões de famílias atendidas. Outros seis estados também ultrapassam a marca de um milhão de beneficiários: Pernambuco (1,5 milhão), Minas Gerais (1,46 milhão), Rio de Janeiro (1,43 milhão), Ceará (1,38 milhão), Pará (1,28 milhão) e Maranhão (1,17 milhão).
Roraima registra o maior valor médio de repasse do Bolsa Família neste mês, com R$ 735,66 por família.
Na sequência aparecem Amazonas (R$ 724,47), Acre (R$ 721,04), Amapá (R$ 720,89) e Pará (R$ 698,31).
Os pagamentos seguem até o dia 30 de junho, de acordo com o final do NIS.
O programa continua sendo uma das principais políticas de transferência de renda do país, beneficiando milhões de famílias em situação de vulnerabilidade social.
*Estagiária sob supervisão









