O BTG Pactual retomou as operações via Pix após sofrer um ataque hacker que resultou no desvio de cerca de R$100 milhões. O serviço havia sido suspenso de forma temporária no domingo (22), após a identificação de movimentações suspeitas nos sistemas da instituição.
A interrupção ocorreu como medida preventiva para conter riscos e permitir a análise detalhada do incidente. Segundo o banco, o funcionamento do Pix está sendo restabelecido gradualmente desde segunda-feira (23), com monitoramento reforçado das transações.
De acordo com informações de mercado, parte significativa dos recursos já foi recuperada, embora ainda haja valores pendentes. O banco segue atuando para localizar o restante do montante e identificar a origem e a dinâmica do ataque.
Atuação do Banco Central
Segundo a Agência Brasil, o Banco Central do Brasil detectou irregularidades nas operações. A autoridade monetária destacou, no entanto, que não houve invasão aos sistemas do Pix nem comprometimento de sua infraestrutura.
O episódio foi tratado como uma ocorrência isolada, restrita ao ambiente interno da instituição financeira, sem impacto direto no funcionamento do sistema de pagamentos instantâneos.
Segurança e impacto aos clientes
Em nota, o BTG Pactual informou que não houve acesso indevido a contas de clientes nem exposição de dados pessoais durante o ataque. A instituição reforçou que mantém protocolos rigorosos de segurança e que a proteção das informações segue como prioridade.
O banco também destacou que permanece à disposição para esclarecimentos por meio de seus canais oficiais de atendimento.
Pix sob atenção
O caso reacende o debate sobre a segurança do Pix, sistema criado pelo Banco Central e amplamente utilizado no país. Apesar do crescimento das tentativas de fraude nos últimos anos, especialistas apontam que, na maioria dos casos, as vulnerabilidades estão associadas a sistemas internos de instituições ou à ação de criminosos, e não à estrutura central do sistema.
A autoridade monetária vem ampliando exigências de segurança, como monitoramento em tempo real, limites de transação e mecanismos adicionais de autenticação, na tentativa de reduzir riscos e aumentar a confiabilidade do serviço.
*Estagiária sob supervisão











