Por trás das luzes da Sapucaí, dos camarotes disputados e das engrenagens que fazem o Carnaval do Rio de Janeiro acontecer, existe um trabalho silencioso, estratégico e profundamente humano. Um dos nomes centrais dessa construção é Alan Victor, promoter, assessor de comunicação e articulador de experiências que hoje ocupa posição de destaque no maior espetáculo do mundo.
Aos 31 anos, Alan Victor é responsável pela assessoria comunicação e pela lista VIP do Camarote Rio Praia, um dos espaços mais concorridos da Marquês de Sapucaí, onde circulam artistas, jornalistas, empresários, influenciadores e, sobretudo, personagens fundamentais do Carnaval. Mais do que visibilidade, seu trabalho é sobre conexão, respeito à cultura e construção de narrativas que valorizam quem faz a festa acontecer.
O Carnaval sempre esteve no centro dessa trajetória. O sonho de viver a Sapucaí começou de forma simples, com um ingresso ganho para assistir a um dia de desfile. Foi ali que Alan conheceu um dos donos do camarote, contou sua história e se ofereceu para trabalhar. Nunca mais saiu. A partir desse encontro, construiu uma relação de confiança que se transformou em carreira.
Hoje, além do Camarote Rio Praia, Alan Victor está à frente da comunicação de mais de 35 marcas dos setores de gastronomia e hotelaria, incluindo restaurantes renomados, grupos hoteleiros e grandes eventos, como Réveillon e São João. Seu olhar une estratégia, sensibilidade cultural e entendimento profundo do comportamento contemporâneo, especialmente em um mercado que exige presença constante.
São mais de seis mil contatos no celular, cerca de 170 mensagens por dia e uma rotina intensa que o obrigou a aprender algo fundamental: impor limites também é parte do profissionalismo.
“Existe uma ideia romantizada sobre trabalhar com Carnaval e eventos, mas é um trabalho exaustivo. Aprendi que, para continuar entregando excelência, eu precisava entender que também sou humano”, reflete.
Para Alan, o Carnaval vai muito além da festa. É um motor econômico, cultural e social que movimenta hotéis, restaurantes, bares, transportes e milhares de profissionais invisíveis ao grande público. Sua atuação é traçada no posicionamento estratégico. Ele fala sobre Carnaval como quem entende o impacto real da festa na cidade e na vida das pessoas.
Entre camarotes, viagens, reuniões e noites sem dormir, Alan Victor segue movido pela mesma força que fez começar: acreditar que comunicação é ponte, não vitrine. E o Carnaval é cultura viva. E ocupar espaços também é uma forma de abrir caminhos para outros.
Mais do que o nome por trás do Carnaval, Alan Victor é parte da engrenagem que sustenta, com seriedade e paixão, uma das maiores expressões culturais do Brasil.













