Uma média de audiência do ano passado inteiro das TVs de notícias mostra que existe um imenso desinteresse do público pelos canais jornalísticos.
Imaginem que a mais assistida é a GloboNews, com pífios 0,11 pontos de audiência no horário da manhã, 0,18 à tarde e 0,17 à noite. Para uma empresa como a TV Globo, isso é algo inaceitável diante de tanto trabalho jornalístico realizado diariamente. Essa conta só é paga porque a Claro ainda repassa alguns dólares por emissora à Globo, em um acordo firmado desde a época em que a Net foi vendida para a operadora.
A CNN Brasil, com toda a força do nome CNN e toda sua fama internacional, registra apenas 0,03 pela manhã, 0,04 à tarde e os mesmos 0,04 à noite. Quem banca esse prejuízo? Disseram que a emissora já não operava mais no vermelho. Mas, com 0,04 de audiência, fica a pergunta: quem anuncia ali e por que anuncia para uma audiência desse tamanho?
A Record News e a BandNews TV passam longos períodos registrando 0,0 de audiência, o famoso “traço” na linguagem televisiva. Ou seja: segundo os dados da Kantar, praticamente não há público interessado. Eu pergunto: quem ainda tem interesse em TVs desse tipo?
Nem preciso falar da Jovem Pan News, que chegou a contratar um antigo diretor artístico do SBT para tentar dar um rumo à emissora. Mas, antes de tudo, a Jovem Pan precisa definir quem realmente manda lá: Tutinha ou seu irmão Marcelo.
A Jovem Pan carrega uma sina. Já existiu anos atrás e fechou. Agora voltou novamente. Será que nenhum dos donos dessas emissoras percebeu que o caminho está errado? Será que vão continuar existindo como se o mundo lá fora não existisse?

O público rejeita essas TVs, mas seus donos insistem. Eles acreditam que têm poder apenas por possuir uma emissora. Mas, quando se tem uma TV sem nada relevante a dizer, o prestígio vai embora com o vento.
Talvez fosse mais útil montar uma rede de lanchonetes. Pelo menos teriam uma função mais nobre.
Todos os dados citados acima foram publicados pelo site Poder360.







