Carlos Alberto de Nóbrega se emocionou ao revelar a importância de A Praça é Nossa em sua vida e afirmou que não pretende parar de trabalhar. Aos 90 anos, o apresentador do SBT disse que as quintas-feiras de gravação representam seus momentos de felicidade. O artista manifestou o desejo de permanecer profissionalmente ativo nos últimos dias. “O amor que eu tenho, gente, por esse momento da quinta-feira… É o momento da minha felicidade”, afirmou Carlos Alberto de Nóbrega. O veterano contou que havia perdido no dia anterior uma cachorrinha de 17 anos, que estava cega. Apesar do abalo, ele decidiu manter seu compromisso com a gravação e relacionou a escolha ao vínculo que desenvolveu com o programa. “Estou aqui hoje, fazendo graça, porque aqui é a minha vida. O dia que me tirarem A Praça, acabou minha vida. Eu vivo pela Praça”, declarou. Carlos Alberto de Nóbrega também relembrou um episódio que ocorreu há dez anos para dimensionar sua relação com o trabalho. Na ocasião, enfrentou um problema cardíaco, ficou internado e recebeu a orientação médica para realizar um cateterismo na manhã seguinte.
Carlos Alberto recorda gravação antes de cateterismo
O apresentador contou que tentou convencer seu cardiologista a liberá-lo porque tinha uma gravação marcada. “Eu falei: ‘Não! Amanhã eu gravo’. Aí eu menti para ele. ‘Kalil, eu não tenho programa na frente’. A gente tem sempre um programa na frente. ‘Se eu não fizer o programa amanhã, não tem A Praça. Olha o prejuízo que a emissora vai ter, tendo que botar uma reprise! Programa é tudo vendido’”, recordou em coletiva de imprensa. O médico aceitou a saída, desde que Carlos Alberto não dirigisse e retornasse ao hospital depois do trabalho. Antes de subir ao palco, o apresentador reuniu a equipe no camarim e explicou a situação. “Disse: ‘Olha, eu não sei o que vai acontecer. Vou fazer o cateterismo, espero que esteja tudo bem, mas pode ser que não esteja. Então, eu quero dizer a vocês pra fazerem uma oração para ver se a gente se mantém gravando. E o cateterismo é hoje às 10 horas”, disse ele na ocasião. Apesar da preocupação com o procedimento, a lembrança também rendeu uma história dos bastidores. Carlos Alberto de Nóbrega contou que Alexandre Frota saiu do camarim chorando depois de ouvir seu relato. “Eu falei: ‘Pô, o Frota gosta mesmo de mim, né?’. Ele saiu chorando porque não sabia o que é cateterismo, foi procurar no Google”, brincou o veterano ao recordar a reação do antigo colega. Para Carlos Alberto, a convivência e as brincadeiras que cercam a produção ajudam a explicar sua decisão de continuar trabalhando. “No dia em que eu perder essas brincadeiras, eu vou viver para quê?”, questionou. “Eu não posso parar de trabalhar. Não posso. No dia em que acabar, se tiver que acabar A Praça, tudo que começa acaba, vai ter que acabar comigo”, afirmou.





