Nem o calor escaldante de 40ºC freou o início da maior festa da Terra. Sob o olhar atento de 500 câmeras e drones, que operam em tempo real, a cidade do Rio de Janeiro deu o pontapé inicial ao Carnaval 2026 nesta sexta(13). Enquanto os foliões ocupam a Marquês de Sapucaí e outros 61 palcos espalhados pela capital, o Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) opera em “modo de guerra” a partir de uma base avançada montada estrategicamente no coração do Sambódromo.
Olhos estarão atentos na operação que não é só sobre segurança, mas sobre logística de precisão. Com monitoramento em tempo real, em caso de qualquer incidente ou emergência médica, equipes de solo serão acionadas de imediato.
Pela primeira vez, o deslocamento das gigantescas alegorias das escolas de samba – do Grupo Especial e da Série de Ouro – está sendo rastreado por câmeras desde a saída dos barracões do Caju, Gamboa e São Cristóvão até a concentração da Avenida Presidente Vargas. O objetivo é claro: Antecipar gargalos e evitar que o trânsito da cidade pare antes mesmo da primeira bateria tocar.
Clima na mira
A logística técnica divide espaço com a preocupação ambiental. A cidade maravilhosa entrou no nível 3 do Protocolo de Calor (CALOR 3), nesta sexta, com índices de calor que flutuam entre 36ºC e 40ºC. A previsão é de que a onda de calor continue por pelo menos três dias, o que exige atenção redobrada das equipes de prontidão.
Segundo o Centro de Operações, “a mudança no Protocolo de Calor não alterou o estágio operacional da cidade”, a cidade permanece no Estágio 1. O Nível 3 antecede os dois níveis considerados mais críticos, conforme informações do COR-Rio que orienta em seus canais oficiais, medidas de segurança e proteção à saúde.
Vigilância fora da Sapucaí
O monitoramento segue também pelo o subúrgio do Rio de Janeiro. Na Estrada Intendente Magalhães, tradicional palco do Carnaval popular na Zona Norte, 60 câmeras e drones adicionais cobrem os bairros de Madureira, Campinho e Cascadura, garantido que a festa ocorra com a mesma vigilância dedicada ao Centro.
As principais portas de entrada para a folia – as estações da Central do Brasil, Praça das Onze e Estácio – também estão sob as lentes constantes do Centro de Operações. O fluxo de passageiros no metrô, trens e VLT é analisado em tempo real para ajustar a oferta de transporte e evitar superlotações.













