
A previsão do tempo aponta um período de instabilidade marcado pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). O sistema deve predominar nos próximos dias e levar chuva volumosa, principalmente para Mato Grosso e Goiás, um cenário que traz efeitos distintos para a safra em andamento.
Por um lado, os volumes previstos ajudam lavouras semeadas mais tardiamente. Por outro, já acendem o sinal de alerta entre produtores que iniciaram a colheita da oleaginosa. Nos dois estados, os acumulados devem variar entre 80 e 100 milímetros nos próximos cinco dias, o que pode atrasar os trabalhos em campo e elevar o risco de perda de qualidade dos grãos.
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A atenção também fica para Minas Gerais. O centro-sul do estado pode registrar acumulados superiores a 200 milímetros no mesmo período, volume suficiente para dificultar operações de colheita, transporte e armazenagem.
Enquanto isso, o centro-sul do país tende a ter melhores condições para os trabalhos agrícolas, já que praticamente não chove até a virada do mês. No Matopiba, a previsão indica acumulados mais moderados, entre 30 e 50 milímetros em cinco dias, suficientes para manter a boa umidade do solo sem prejudicar as atividades em campo.
Entre 25 e 29 de janeiro, a tendência é de redução das chuvas em Minas Gerais, Goiás, grande parte de Mato Grosso e também no Matopiba, permitindo que os produtores avancem de forma mais consistente com a colheita e o manejo das lavouras.
Esse alívio, porém, não deve durar muito. Na sequência, a chuva volta a ganhar força sobre o Centro-Oeste e o Sudeste, especialmente no Paraná e em São Paulo, onde os acumulados em cinco dias podem ultrapassar 150 milímetros, reforçando o caráter instável deste início de safra.
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