A Beija-Flor de Nilópolis mergulhou profundamente na ancestralidade afro-brasileira ao levar para a Marquês de Sapucaí o Bembé do Mercado, manifestação histórica de fé, organização social e resistência negra. O símbolo apresentado na imagem, ao mesmo tempo, delicado e poderoso, sintetiza o espírito do desfile: a união entre o sagrado, o território e a permanência da luta por dignidade e pertencimento.
Composto por búzios, rendas, grafismos ancestrais e elementos que remetem aos terreiros e às festas de largo, o emblema central traduz a força espiritual que sustenta o Bembé desde o período pós-abolição.
Mais do que um adereço visual, ele representa a fé como instrumento de sobrevivência, identidade e afirmação coletiva do povo preto.
Ao transformar o Bembé em linguagem carnavalesca, a Beija-Flor reafirma sua vocação para narrativas densas, politizadas e carregadas de emoção.
O desfile não apenas homenageou uma tradição centenária, mas a reposiciona como memória viva, onde o toque do tambor ecoa como grito de resistência, atravessando o tempo e ocupando a avenida como ato de reafirmação cultural e histórica.
Sambra-enredo
Atabaque ecoou, liberdade que retumba Isso aqui vai virar macumba Atabaque ecoou, liberdade que retumba Isso aqui vai virar macumba
Deixa girar, que a rua virou Bembé Deixa girar, que a rua virou Bembé O meu Egbé faz valer o seu lugar Laroyê, Beija-Flor, alafiá
Deixa girar, que a rua virou Bembé Deixa girar, que a rua virou Bembé O meu Egbé faz valer o seu lugar Laroyê, Beija-Flor, alafiá
Não me peça pra calar minha verdade Pois a nossa liberdade não depende de papel Em Santo Amaro, todo 13 de maio Nossa ancestralidade é festejada à luz do céu, ê-ê
Ê-ê, João de Obá, griô sagrado Ê-ê, herança viva no mercado Cantando, saudamos a nossa fé As nações do Candomblé Onde a paz e o respeito Ressoam no couro do axé funfun Não tememos ataque algum A rua ocupamos por direito
Põe erva pra defumar Um ebó pra proteger Saraiéié Bokunan, Saraiéié Nosso povo é da encruza Arte preta de terreiro É mistura de cultura Multidão de macumbeiro
Põe erva pra defumar Um ebó pra proteger Saraiéié Bokunan, Saraiéié Nosso povo é da encruza Arte preta de terreiro É mistura de cultura Multidão de macumbeiro
O povo gira no xirê, a celebrar A fé se espalha em cada canto, em cada olhar Transborda magia no toque do tambor Às Yabás, o balaio e o amor Yemanjá, alodê no mar, no mar É d’Oxum toda beleza do ibá
É reza no corpo, é dança na alma A rosa, a palma, o Omolocum É Dona Canô de todo recanto Evoco a Baixada de Todos os Santos
Atabaque ecoou, liberdade que retumba Isso aqui vai virar macumba Atabaque ecoou, liberdade que retumba Isso aqui vai virar macumba
Deixa girar, que a rua virou Bembé Deixa girar, que a rua virou Bembé O meu Egbé faz valer o seu lugar Laroyê, Beija-Flor, alafiá
Deixa girar, que a rua virou Bembé Deixa girar, que a rua virou Bembé O meu Egbé faz valer o seu lugar Laroyê, Beija-Flor, alafiá
Não me peça pra calar minha verdade Pois a nossa liberdade não depende de papel Em Santo Amaro, todo 13 de maio Nossa ancestralidade é festejada à luz do céu, ê-ê
Ê-ê, João de Obá, griô sagrado Ê-ê, herança viva no mercado Cantando, saudamos a nossa fé As nações do Candomblé Onde a paz e o respeito Ressoam no couro do axé funfun Não tememos ataque algum A rua ocupamos por direito
Põe erva pra defumar Um ebó pra proteger Saraiéié Bokunan, Saraiéié Nosso povo é da encruza Arte preta de terreiro É mistura de cultura Multidão de macumbeiro
Põe erva pra defumar Um ebó pra proteger Saraiéié Bokunan, Saraiéié Nosso povo é da encruza Arte preta de terreiro É mistura de cultura Multidão de macumbeiro
O povo gira no xirê, a celebrar A fé se espalha em cada canto, em cada olhar Transborda magia no toque do tambor Às Yabás, o balaio e o amor Yemanjá, alodê no mar, no mar É d’Oxum toda beleza do ibá
É reza no corpo, é dança na alma A rosa, a palma, o Omolocum É Dona Canô de todo recanto Evoco a Baixada de Todos os Santos
Atabaque ecoou, liberdade que retumba Isso aqui vai virar macumba Atabaque ecoou, liberdade que retumba Isso aqui vai virar macumba
Deixa girar, que a rua virou Bembé Deixa girar, que a rua virou Bembé O meu Egbé faz valer o seu lugar Laroyê, Beija-Flor, alafiá
Deixa girar, que a rua virou Bembé Deixa girar, que a rua virou Bembé O meu Egbé faz valer o seu lugar Laroyê, Beija-Flor, alafiá
Sobre a Beija-Flor
A Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis é uma escola brasileira do município de Nilópolis, que participa do carnaval da cidade do Rio. A quadra da escola está localizada na Rua Pracinha Wallace Paes Leme, na Baixada Fluminense. Foi fundada em 1948.
A agremiação é uma das maiores ganhadoras do Estandarte de Ouro, considerado o “óscar do Carnaval”, além de possuir outras diversas premiações. Em 2022, foi declarada como patrimônio cultural de natureza imaterial do estado do Rio de Janeiro.



















