Confira os detalhes do desfile da Beija-Flor de Nilópolis

Beija-FlorFagner Vilela/iG

A Beija-Flor de Nilópolis mergulhou profundamente na ancestralidade afro-brasileira ao levar para a Marquês de Sapucaí o Bembé do Mercado, manifestação histórica de fé, organização social e resistência negra. O símbolo apresentado na imagem, ao mesmo tempo, delicado e poderoso, sintetiza o espírito do desfile: a união entre o sagrado, o território e a permanência da luta por dignidade e pertencimento.

Composto por búzios, rendas, grafismos ancestrais e elementos que remetem aos terreiros e às festas de largo, o emblema central traduz a força espiritual que sustenta o Bembé desde o período pós-abolição.

Mais do que um adereço visual, ele representa a fé como instrumento de sobrevivência, identidade e afirmação coletiva do povo preto.

Ao transformar o Bembé em linguagem carnavalesca, a Beija-Flor reafirma sua vocação para narrativas densas, politizadas e carregadas de emoção.

Beija-FlorFoto: Fagner Vilela/iG
Beija-FlorFoto: Fagner Vilela/iG
Beija-FlorFoto: Fagner Vilela/iG
Beija-FlorFoto: Fagner Vilela/iG
Beija-FlorFoto: Fagner Vilela/iG
Beija-FlorFoto: Fagner Vilela/iG
Beija-FlorFoto: Fagner Vilela/iG
Beija-FlorFoto: Fagner Vilela/iG

O desfile não apenas homenageou uma tradição centenária, mas a reposiciona como memória viva, onde o toque do tambor ecoa como grito de resistência, atravessando o tempo e ocupando a avenida como ato de reafirmação cultural e histórica.

Sambra-enredo

Atabaque ecoou, liberdade que retumba Isso aqui vai virar macumba Atabaque ecoou, liberdade que retumba Isso aqui vai virar macumba

Deixa girar, que a rua virou Bembé Deixa girar, que a rua virou Bembé O meu Egbé faz valer o seu lugar Laroyê, Beija-Flor, alafiá

Deixa girar, que a rua virou Bembé Deixa girar, que a rua virou Bembé O meu Egbé faz valer o seu lugar Laroyê, Beija-Flor, alafiá

Não me peça pra calar minha verdade Pois a nossa liberdade não depende de papel Em Santo Amaro, todo 13 de maio Nossa ancestralidade é festejada à luz do céu, ê-ê

Ê-ê, João de Obá, griô sagrado Ê-ê, herança viva no mercado Cantando, saudamos a nossa fé As nações do Candomblé Onde a paz e o respeito Ressoam no couro do axé funfun Não tememos ataque algum A rua ocupamos por direito

Põe erva pra defumar Um ebó pra proteger Saraiéié Bokunan, Saraiéié Nosso povo é da encruza Arte preta de terreiro É mistura de cultura Multidão de macumbeiro

Põe erva pra defumar Um ebó pra proteger Saraiéié Bokunan, Saraiéié Nosso povo é da encruza Arte preta de terreiro É mistura de cultura Multidão de macumbeiro

O povo gira no xirê, a celebrar A fé se espalha em cada canto, em cada olhar Transborda magia no toque do tambor Às Yabás, o balaio e o amor Yemanjá, alodê no mar, no mar É d’Oxum toda beleza do ibá

É reza no corpo, é dança na alma A rosa, a palma, o Omolocum É Dona Canô de todo recanto Evoco a Baixada de Todos os Santos

Atabaque ecoou, liberdade que retumba Isso aqui vai virar macumba Atabaque ecoou, liberdade que retumba Isso aqui vai virar macumba

Deixa girar, que a rua virou Bembé Deixa girar, que a rua virou Bembé O meu Egbé faz valer o seu lugar Laroyê, Beija-Flor, alafiá

Deixa girar, que a rua virou Bembé Deixa girar, que a rua virou Bembé O meu Egbé faz valer o seu lugar Laroyê, Beija-Flor, alafiá

Não me peça pra calar minha verdade Pois a nossa liberdade não depende de papel Em Santo Amaro, todo 13 de maio Nossa ancestralidade é festejada à luz do céu, ê-ê

Ê-ê, João de Obá, griô sagrado Ê-ê, herança viva no mercado Cantando, saudamos a nossa fé As nações do Candomblé Onde a paz e o respeito Ressoam no couro do axé funfun Não tememos ataque algum A rua ocupamos por direito

Põe erva pra defumar Um ebó pra proteger Saraiéié Bokunan, Saraiéié Nosso povo é da encruza Arte preta de terreiro É mistura de cultura Multidão de macumbeiro

Põe erva pra defumar Um ebó pra proteger Saraiéié Bokunan, Saraiéié Nosso povo é da encruza Arte preta de terreiro É mistura de cultura Multidão de macumbeiro

O povo gira no xirê, a celebrar A fé se espalha em cada canto, em cada olhar Transborda magia no toque do tambor Às Yabás, o balaio e o amor Yemanjá, alodê no mar, no mar É d’Oxum toda beleza do ibá

É reza no corpo, é dança na alma A rosa, a palma, o Omolocum É Dona Canô de todo recanto Evoco a Baixada de Todos os Santos

Atabaque ecoou, liberdade que retumba Isso aqui vai virar macumba Atabaque ecoou, liberdade que retumba Isso aqui vai virar macumba

Deixa girar, que a rua virou Bembé Deixa girar, que a rua virou Bembé O meu Egbé faz valer o seu lugar Laroyê, Beija-Flor, alafiá

Deixa girar, que a rua virou Bembé Deixa girar, que a rua virou Bembé O meu Egbé faz valer o seu lugar Laroyê, Beija-Flor, alafiá

Sobre a Beija-Flor

A Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis é uma escola brasileira do município de Nilópolis, que participa do carnaval da cidade do Rio. A quadra da escola está localizada na Rua Pracinha Wallace Paes Leme, na Baixada Fluminense. Foi fundada em 1948.

A agremiação é uma das maiores ganhadoras do Estandarte de Ouro, considerado o “óscar do Carnaval”, além de possuir outras diversas premiações. Em 2022, foi declarada como patrimônio cultural de natureza imaterial do estado do Rio de Janeiro.

Relacionados

102q6dv4hg8s1ongsklnsvh77
86rp4um94n6q1zwtj102f3x5h
8jy1tkrze13776hsb57mwyhfn
Receba atualizações na palma de sua mão e fique bem informado Siga o Canal do portal Ibotirama Notícias no WhatsApp

2025 | Ibotirama Notícias Todos os direitos reservados  Por DaQui Agência Digital

Rolar para cima