Fechando a primeira noite, a Estação Primeira de Mangueira enalteceu as tradições afro-indígenas do Norte brasileiro através de um dos seus mais célebres personagens, o curandeiro, mestre Sacaca.
A Verde e Rosa, traz a identidade do povo Tucuju, indígenas originários da foz do Rio Oiapoque, no Amapá. Ainda, a escola convidou o público a beber da sabedoria ancestral do homenageado, fazendo um verdadeiro passeio na Amazônia Negra.
Ficha técnica
Enredo: Mestre Sacaca do encanto tucuju – O guardião da Amazônia Negra Presidente: Guanayra Firmino Carnavalesco: Sidnei França Intérprete: Dowglas Diniz Mestres de bateria: Taranta Neto e Rodrigo Explosão
Sambra-enrendo da Mangueira
Chegou, a Mangueira chegou Chegou, a Mangueira chegou
Yá, Benedita de Oliveira Mãe do Morro de Mangueira Abençoe o jeito tucuju
A magia do meu tambor te encantou no jequitibá Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá Na Estação Primeira do Amapá A magia do meu tambor te encantou no Jequitibá Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá Na Estação Primeira do Amapá
Finquei minha raiz No extremo norte, onde começa o meu país As folhas secas me guiaram ao Turé Pintada em verde-e-rosa, jenipapo e urucum
Árvore-mulher Mangueira quase centenária Uma nação incorporada Herdeira quilombola, descendente Palikur Regateando o Amazonas No transe do caxixi Corre água, jorra a vida do Oiapoque ao Jari
Çai erê, babalaô, Mestre Sacaca Çai erê, babalaô, Mestre Sacaca Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata
Salve o curandeiro, doutor da floresta Preto Velho, saravá Macera folha, casca e erva Engarrafa a cura, vem alumiar Defuma folha, casca e erva Saravá
Negro Na marcação do marabaixo Firma o corpo no compasso Com ladrões e ladainhas Que ecoam dos porões Ergo E consagro o meu manto Às bençãos do Espírito Santo E São José de Macapá
Sou gira, batuque e dançadeira (areia) A mão de couro do amassador Encantaria de benzedeira Que a Amazônia negra eternizou
Yá, Benedita de Oliveira Mãe do Morro de Mangueira Abençoe o jeito Tucuju
A magia do meu tambor te encantou no jequitibá Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá Na Estação Primeira do Amapá
Finquei minha raiz No extremo norte, onde começa o meu país As folhas secas me guiaram ao Turé Pintada em verde-e-rosa, jenipapo e urucum
Árvore-mulher Mangueira quase centenária Uma nação incorporada Herdeira quilombola, descendente Palikur Regateando o Amazonas No transe do caxixi Corre água, jorra a vida do Oiapoque ao Jari
Çai erê, babalaô, Mestre Sacaca Çai erê, babalaô, Mestre Sacaca Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata
Salve o curandeiro, doutor da floresta Preto Velho, saravá Macera folha, casca e erva Engarrafa a cura, vem alumiar Defuma folha, casca e erva Saravá
Negro Na marcação do marabaixo Firma o corpo no compasso Com ladrões e ladainhas Que ecoam dos porões Ergo E consagro o meu manto Às bençãos do Espírito Santo E São José de Macapá
Sou gira, batuque e dançadeira (areia) A mão de couro do amassador Encantaria de benzedeira Que a Amazônia negra eternizou
Yá, Benedita de Oliveira Mãe do Morro de Mangueira Abençoe o jeito Tucuju
A magia do meu tambor te encantou no jequitibá Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá Na Estação Primeira do Amapá A magia do meu tambor te encantou no jequitibá Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá Na Estação Primeira do Amapá Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá Na Estação Primeira do Amapá
Finquei minha raiz
Sobre a Mangueira
A agremiação foi fundada em 28 de abril de 1928, por sambistas como Cartola, Carlos Cachaçça, Zé Espinguela, Saturnino Gonçalves, Seu Euclides, dentre outros. A escola tem como cores oficiais o verde e o rosa. Sua quadra é conhecida como “Palácio do Samba”, e fica localizada na Rua Visconde de Niterói, em Mangueira.
A Mangueira ocupa o segundo lugar como maior vencedora do carnaval do Rio de Janeiro, ficando atrás somente da Portela. Possui vinte títulos conquistados. A bateria da escola é chamada de “Tem que Respeitar Meu Tamborim” e tem como característica usar o surdo de primeira como única marcação.


















