Confira os detalhes do desfile da Unidos do Viradouro

Comissão de frente da ViradouroRodrigo T. Ribeiro/iG

A Unidos do Viradouro levou para a Marquês de Sapucaí um desfile marcado pela intensidade, pela memória e pela potência do samba ao contar a trajetória de Mestre Ciça, figura central da identidade da escola. O símbolo apresentado na imagem, com o leão em posição de ataque, coroado e rodeado por elementos urbanos e carnavalescos, traduz a essência do enredo: seguir em frente, enfrentar desafios e nunca baixar a cabeça.

Intitulado “Pra Cima, Ciça!”, o conceito exalta a batida que impulsiona a escola, a liderança firme à frente da bateria e a transformação da vivência pessoal em força coletiva.

O leão, representação máxima de bravura e comando, simboliza o mestre que rege o ritmo e inspira gerações, enquanto os grafismos e cores remetem à vibração do chão da Sapucaí e ao coração pulsante do Carnaval.

Comissão de frente da ViradouroFoto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Comissão de frente da ViradouroFoto: Rodrigo T. Ribeiro/iG

Mais do que uma homenagem individual, a Viradouro constrói um discurso sobre resistência, disciplina e pertencimento.

O desfile revisita a história do samba, o papel da bateria como espinha dorsal da escola e o poder do som como linguagem de identidade e afirmação cultural. Cada batida ecoa como resposta às adversidades e como celebração da permanência.

Com estética forte, narrativa direta e emoção à flor da pele, a Viradouro reafirma sua vocação para desfiles autorais e impactantes.

Na avenida, o tambor não apenas marca o tempo, ele conduz um manifesto de superação, orgulho e resistência, conduzindo a escola sempre para cima.

Samba-enredo 

Se eu for morrer de amor, que seja no samba Sou Viradouro, onde a arte o consagrou Não esperamos a saudade pra cantar Do mestre dos mestres, herdei o tambor

(Se eu for morrer de amor) se for morrer de amor, que seja no samba Sou Viradouro, onde a arte o consagrou Não esperamos a saudade pra cantar Do mestre dos mestres, herdei o tambor

(Eu vi, eu vi) eu vi a vida pulsar como fosse canção Milhões de compassos pra eternizar Em cada batida do meu coração (do meu coração) O som que reflete o seu batucar

(Foi lá) lá, onde o samba fez berço, do alto do morro Um menino orgulha Ismael, bicho novo (Forjado nas garras) forjado nas garras do velho leão (Contam, contam) contam no largo do Estácio O destino em seu passo (o destino em seu passo) Que fez, pouco a pouco, uma chama acender Traz surdo, tarol e repique pro mestre reger

Quando o apito ressoa, parece magia Num trem caipira, no olhar da baiana Medalha de ouro, suingue perfeito Que marca no peito da escola de samba

Quando o apito ressoa, parece magia (parece magia) Num trem caipira (num trem caipira), no olhar da baiana (no olhar da baiana) Medalha de ouro, suingue perfeito Que marca no peito da escola de samba

Se a vida é um enredo, desfilou outros amores Maestro fez do couro sinfonia Na ousadia dos seus tambores (Alô, meu mestre Ciça!)

Peça perfeita pra me completar Feiticeiro das evocações Atabaque mandou te chamar Pra macumba jogar poeira

No alto, vai resistir a caixa de Moacyr Legado do mestre Caveira (Ó, sou eu, sou eu) sou eu mais um batuqueiro a pulsar por você (a pulsar por você) Ciça, gratidão pelas lições que eu pude aprender (E hoje, e hoje) e, hoje, aos teus pés Somos todos um nessa avenida (Num furacão) num furacão que nunca vai ter fim Nossa história não encontra despedida

Se eu for morrer de amor, que seja no samba Sou Viradouro, onde a arte o consagrou Não esperamos a saudade pra cantar Do mestre dos mestres, herdei o tambor

Se eu for morrer de amor (se eu for morrer de amor), que seja no samba Sou Viradouro (sou Viradouro), onde a arte o consagrou Não esperamos a saudade pra cantar Do mestre dos mestres, herdei o tambor

(Ah, eu vi) eu vi a vida pulsar como fosse canção Milhões de compassos pra eternizar (pra eternizar) Em cada batida do meu coração (do meu coração) O som que reflete o seu batucar

(Lá, foi lá) lá, onde o samba fez berço, do alto do morro Um menino orgulha Ismael, bicho novo Forjado nas garras do velho leão (Contam, contam, contam) contam no largo do Estácio O destino em seu passo (Que fez, pouco a pouco) que fez, pouco a pouco, uma chama acender (Traz surdo, tarol e repique pro mestre reger) traz surdo, tarol e repique pro mestre reger

(Ô) quando o apito ressoa, parece magia Num trem caipira, no olhar da baiana Medalha de ouro, suingue perfeito Que marca no peito da escola de samba

Quando o apito ressoa, parece magia Num trem caipira (num trem caipira), no olhar da baiana (no olhar da baiana) Medalha de ouro (medalha de ouro), suingue perfeito Que marca no peito da escola de samba

Se a vida é um enredo, (desfilou, desfilou) desfilou outros amores (Agora o maestro) maestro fez do couro sinfonia (fez do couro sinfonia) Na ousadia dos seus tambores

(Peça perfeita) peça perfeita pra me completar Feiticeiro das evocações (oi, oi, oi) Atabaque mandou te chamar Pra macumba jogar poeira

No alto, vai resistir a caixa de Moacyr Legado do mestre Caveira (Sou eu, sou eu, sou eu) sou eu mais um batuqueiro a pulsar por você

Ciça, gratidão pelas lições que eu pude aprender E, hoje, aos teus pés Somos todos um nessa avenida (Num furacão) num furacão que nunca vai ter fim Nossa história não encontra despedida

(Se eu for morrer de amor) se for morrer de amor, que seja no samba Sou Viradouro, onde a arte o consagrou (onde a arte o consagrou) Não esperamos a saudade pra cantar Do mestre dos mestres, herdei o tambor

(Se eu for, se eu for morrer de amor) se eu for morrer de amor, que seja no samba (que seja no samba) Sou Viradouro, onde a arte o consagrou  Não esperamos a saudade pra cantar Do mestre dos mestres, herdei o tambor Do mestre dos mestres, herdei o tambor Do mestre dos mestres, herdei o tambor

Valeu

Sobre o Unidos do Viradouro

O Unidos do Viradouro é uma escola de samba da cidade de Niterói, que há muitos anos participa do Carnaval da cidade do Rio de Janeiro. Foi fundada em 24 de junho de 1946, no bairro Viradouro, em Niterói.

A escola possui três títulos de campeã do Grupo Especial, conquistados nos anos de 1997, 2020 e 2024. Em 2022, foi declarada como Patrimônio Cultural Imaterial de Niterói. Sua bateria foi apelidada de Furacão Vermelho e Branco, e sua galeria de Velha Guarda também receberam o título de Patrimônio Imaterial.

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