Conheça os segredos da nova apresentadora do SBT

Márcia Dutra assina com o SBTReprodução/Instagram/@marciadutraoficial

Conheço Márcia Dutra há muito tempo. Lá por 2008, ela estava na TV Cultura. Sempre demonstrou muito carisma e uma competência ímpar.

Entregue uma tarefa para ela realizar, e ela a executa ainda melhor do que você imaginou. Tem faro de jornalista. As notícias chegam às suas mãos com grande facilidade. Sabe conquistar fontes e transita com desenvoltura tanto pela planície quanto pelo Planalto.

Foi uma excelente contratação do SCC SBT, de Santa Catarina, onde certamente mostrará todo o talento que possui.

As perguntas que fiz foram direcionadas a uma jornalista extremamente inteligente, e as respostas estão à altura de sua personalidade.

Aos meus leitores e leitoras, deliciem-se com esta entrevista.

Por que você decidiu ser jornalista?

Sou da geração que ainda acreditava que poderia mudar o mundo por meio do bom jornalismo. Hoje já entendi que, infelizmente, não vou conseguir. Mas continuo acreditando que um jornalismo sério pode transformar o entorno da nossa vida e da nossa comunidade. É isso que busco toda vez que entro no ar. Acredito que, com um trabalho sério e de excelência, eu e minha equipe podemos fazer a diferença.

Seu marido e sua filha apoiam você em seus projetos?

Muuuiiitooo! Sem eles, eu não estaria aqui há 36 anos, incansável nessa tarefa enlouquecedora e apaixonante que é o jornalismo diário.

Quais emissoras marcaram sua carreira?

Ao longo desses 36 anos de carreira, passei por praticamente todas as principais emissoras do país.

Algumas realmente merecem destaque nessa trajetória. A antiga RCE, atual Band Santa Catarina, foi meu primeiro emprego, na década de 1990. Por isso, tenho um carinho muito especial por ela.

A RBS, atual NSC TV, afiliada da Globo, foi minha maior e melhor escola profissional.

Na TV Cultura de São Paulo, tive a oportunidade de ser âncora do Jornal da Cultura, ao lado de grandes nomes do jornalismo nacional, como Heródoto Barbeiro e Celso Zucatelli. Lembro até hoje da emoção que senti quando fui anunciada como uma das principais âncoras da emissora.

Ainda em São Paulo, fui finalista do processo seletivo para apresentar o Casos de Família, no SBT. Disputei a vaga com Claudete Troiano, Olga Bongiovanni e Cristina Rocha. Foi uma experiência maravilhosa que abriu muitas portas.

Logo depois, fui diretora e apresentadora da TV Brasil, em São Paulo. Também dirigi e apresentei um reality de moda que integrou o programa Mulheres, da TV Gazeta.

Eu adorava trabalhar na Avenida Paulista. Compramos os direitos de produção desse reality na Turquia durante os seis meses em que moramos em Paris.

Depois de 17 anos em São Paulo, voltei para Santa Catarina e tive a alegria de reencontrar o público catarinense na NDTV Record. Agora, estou extremamente feliz por chegar ao SCC SBT, a TV mais querida da família brasileira.

O que você fará a partir de 20 de julho no SBT de Santa Catarina?

Serei editora-chefe e apresentadora do Tá na Hora SC, telejornal estadual exibido das 18h30 às 19h45.

Também farei parte do projeto especial das eleições e serei mediadora dos debates políticos.

Além disso, estou dando um passo importante no universo digital com o lançamento do meu canal no YouTube, o MADUTV, que já nasce em parceria com o digital do SCC SBT.

Para você, o que é o poder?

Deveria ser a capacidade de transformar a vida das pessoas para melhor. Infelizmente, nem sempre é assim. Mas, onde tenho poder, procuro agir com essa intenção.

Como você entende a política de um país?

Entendo que a política deve ser o caminho para garantir as necessidades básicas da população, principalmente nas áreas de saúde, segurança e educação.

Como você vê o mundo nos dias atuais?

Vejo um mundo enlouquecido e, muitas vezes, doente. Precisamos de uma espécie de “break para reorganização”. Mais calma, mais respeito às pessoas e à natureza.

As mudanças climáticas estão aí para todo mundo ver, trazendo consequências gravíssimas. E ainda há quem finja que isso não está acontecendo.

Conte uma bolsa, um sapato e um perfume de que você gosta.

Bolsa, Chanel. Sapatos, todos os de salto bem alto e confortáveis. Acreditem, tenho vários, das mais variadas marcas nacionais e importadas. E perfume, uso há 31 anos o mesmo, de dia e de noite, desde o dia do meu casamento: J’adore, da Dior.

Aprendi isso com minha sogra, Irene. Ela dizia: “Márcia, mulher elegante tem um mesmo cheiro”.

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