Bloco mais tradicional do Rio de Janeiro, o Cordão da Bola Preta se prepara para levar às ruas do Centro da cidade sua alegria e promete arrastar uma multidão de foliões. O desfile será no próximo sábado (14). O bloco abirá o carnaval 2026 com seu 107º desfile com o tema: “Bola Preta, DNA do Carnaval”, que une a essência vibrante da festa com a história do carnaval tradicional.
Com muita espontaneidade e alegria, o Bola Preta reunirá toda a Corte Real do Rio de Janeiro. Estarão presentes a atriz Leandra Leal, porta-estandarte oficial; o cantor de samba-enredo e padrinho do bloco, Neguinho da Beija Flor; a cantora e madrinha do bloco, Maria Rita; a atriz Paolla Oliveira, que é rainha do Bola; a atriz a cantora Emanuelle Araújo, musa da banda; o embaixador João Roberto Kelly; a eterna embaixadora Tia Surica da Portela e a musa das musas Selminha Sorriso. Todos seguirão à frente do Cordão.
Neste ano, a corte ganha reforço com a estreia das novas Musas de 2026: Lú Bandeira, Flavia Jooris e Andrea Martins, que se juntarão às Musas Ju Knust, Thai Rodrigues, Taissa Marins e Luara Bombom. O muso Amauri Junior estará junto com a tradicional Banda do Cordão da Bola Preta, sob a batuta do Maestro Altamiro Gonçalves.
De acordo com a organização do bloco, este será o terceiro ano consecutivo da parceria de sucesso com a Liga Amigos do Zé Pereira, organização da qual o Bola Preta é padrinho, com o bloco Vagalume O Verde e o Parque Nacional da Tijuca /ICMBio. Os três vão medir as horas de emissão de gases poluentes dos geradores dos trios elétricos, para compensação de carbono.
Como todos os anos, o bloco recomenda que os foliões vão fantasiados de bola preta, levem a alegria e estejam preparados para viver a magia do que há de mais tradicional no carnaval carioca. As músicas serão as marchinhas mais conhecidas como: “Quem não chora, não mama”, ”Mamãe Eu Quero” e muitas outras.
107 anos do Maioral dos Maiorais
O Cordão da Bola Preta completou 107 anos no dia 31 de dezembro. O bloco, que foi fundado em 1918, é o mais antigo em atividade no Brasil. Todos os anos, ele leva milhares de pessoas para as ruas do Centro do Rio de Janeiro. Segundo a organização, em 2024, o bloco atingiu a marca de 1 milhão de foliões e a expectativa é receber um número ainda maior em 2026.
Segundo Pedro Ernesto Marinho, presidente do Cordão da Bola Preta, o bloco de carnaval representa parte da cultura carnavalesca do país:
“O Cordão da Bola Preta é a instituição de carnaval mais antiga em atividade no Brasil e por isso precisamos honrar com essa história. Comemorar mais um aniversário do Cordão da Bola Preta é a certeza que a cultura vive e sobrevive diante de tantos desafios. A cultura jamais será vencida”, conta.
A biografia do bloco está intimamente ligada à história do carnaval brasileiro, em especial ao carnaval de rua. Durante esses anos, resistiu a duas pandemias mundiais, duas guerras mundiais, mudanças de regime e períodos de censura. Apesar da pandemia de Covid 19 ter impedido que o Bola Preta desfilasse nas ruas por dois anos, a tradição do carnaval de rua permaneceu viva e pulsante.
O bloco foi palco de lançamentos de centenas de marchas e sambas, hoje presentes no cancioneiro nacional. Também foi o lugar onde surgiram grandes nomes de cantores e compositores, como Pixinguinha, Mario Lago, Emilinha Borba, Jamelão, Ataulfo Alves, Braguinha, Jorge Goulart, Gilberto Alves, Alcione, Neguinho da Beija Flor e João Roberto Kelly, embaixador do Bola e último compositor de carnaval da Era de Ouro, ainda vivo, além de muitos outros. O Bola Preta mantém a tradição de possuir uma banda com associados, músicos militares e frequentadores do clube.
O desfile do Cordão da Bola Preta acontece tradicionalmente no sábado de carnaval, no Centro do Rio. Atualmente, o trajeto se inicia na Rua Primeiro de Março e segue pela Avenida Presidente Antônio Carlos até ocupar o Centro da Cidade em suas ruas e praças.
No ano 2000, o bloco tinha público médio de 10 mil pessoas. Já a partir de 2011, o público aumentou para 2 milhões de foliões. Em 2013, atingiu o ápice, com 2,5 milhões de folões. Após a pandemia de Covid-19, em 2023 o bloco levou 1 milhão de pessoas para as ruas do Centro. Segundo os organizadores, o sucesso é atribuído ao seu perfil democrático de receber cariocas e turistas do Brasil inteiro. Crianças, portadores de necessidades especiais, idosos e pessoas de todos os tipos são acolhidas no desfile.













