Muito se fala sobre os filmes que “precisam” ser vistos no cinema. As grandes produções, os épicos, os efeitos visuais que pedem a maior tela possível. Mas “Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor” me trouxe um lembrete curioso: tem algo de muito especial em reservar algumas horas (e dinheiro, claro) para assistir a um filme leve, divertido e emocionante fora do conforto do sofá.
E talvez a gente tenha esquecido um pouco disso na era do streaming.
O primeiro filme, lançado em 1998, é quase um exemplo perfeito disso. O longa não foi particularmente bem recebido pela crítica na época de seu lançamento, mas encontrou seu público com o passar dos anos e acabou se tornando um clássico cult dos anos 1990.
Talvez aí esteja uma das coisas mais interessantes sobre o cinema: um filme não precisa funcionar para todo mundo para funcionar para alguém. A ideia de que existe uma régua universal capaz de definir se uma obra é “boa” ou “ruim” pode limitar a forma como nos relacionamos com as histórias. Filmes são experiências pessoais. Dependem de repertório, momento, identificação e até daquilo que cada um procura quando se senta diante de uma tela. Se você busca pausar 2 horinhas do seu dia para poder viajar em dilemas que envolvem amor, bruxaria e maldições geracionais, essa é definitivamente uma boa escolha. De quebra, você vai dar boas risadas, vai se encantar com toda a estética mística do filme e, sem dúvidas, vai sentir seu coração quentinho com a moral da história.
Tem coisa melhor do que se enfiar em uma sala escura, comer uma pipoca e se deixar levar pelos personagens de uma história leve sem ninguém te interrompendo?

Em casa, é fácil pausar o filme. O celular toca, chega uma mensagem, alguém chama. No cinema, existe quase que um acordo silencioso de deixar o mundo do lado de fora por algumas horas. E é esse tipo de imersão que combina tão bem com o novo filme.
A magia do tempo que não passou
A continuação recuperou a atmosfera que conquistou a legião de fãs no primeiro filme e, principalmente, colocou Sandra Bullock e Nicole Kidman novamente lado a lado como as irmãs Sally e Gillian Owens.
Na nova história, a família Owens volta a enfrentar a antiga maldição que acompanha as mulheres da família há gerações e condena à morte os homens por quem elas se apaixonam. Desta vez, Sally tenta proteger as filhas, Kylie (Joey King) e Antonia (Maisie Williams), enquanto segredos do passado e as consequências dessa herança mágica voltam a ameaçar a família. Pra enfrentar o que está por vir, Sally e Gillian precisam se unir mais uma vez.
O reencontro das duas impressiona pela naturalidade. É como se elas ainda guardassem essas personagens em algum lugar, como se o tempo não tivesse passado. A relação entre elas, o carinho, as provocações, a disposição de fazer qualquer coisa uma pela outra continua visível na história.
Novas bruxonas
Desta vez, porém, uma nova geração ganhou mais espaço. Joey King e Maisie Williams entram nesse universo como as filhas de Sally e ajudam a história a olhar para aquilo que precisa seguir adiante.

O filme volta a falar sobre família, sobre aquilo que herdamos e sobre o que deixamos para quem vem depois. As tias Frances e Bridget também têm papel importante nessa mensagem, principalmente quando mostram que amar envolve, algumas vezes, sacrifícios.
Precisa assistir ao primeiro filme?
Não necessariamente.
Quem nunca viu o longa original consegue acompanhar a nova história. Mas chegar à sessão conhecendo Sally, Gillian e a família Owens torna a experiência mais especial. Tem uma camada de nostalgia que só existe para quem já passou algum tempo com essas personagens.
Sobre o filme
Em Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor, Sally (Sandra Bullock) e Gillian Owens (Nicole Kidman) estão de volta quase três décadas depois da história que apresentou a família de bruxas aos cinemas. Agora, as irmãs precisam lidar novamente com a antiga maldição dos Owens, enquanto uma nova geração da família começa a ocupar seu espaço nesse universo mágico.
Com Joey King e Maisie Williams no elenco, a continuação amplia a história para falar sobre os laços entre diferentes gerações, ao mesmo tempo em que Sally e Gillian tentam impedir que a maldição que acompanha a família há séculos ameace seu futuro.
O filme estreia em 10 de setembro nos cinemas nacionais.










