Daniel Filho relembrou sua saída da Globo nos anos 1990 durante o Sem Censura, da TV Brasil, em sua participação na última segunda-feira (25). O diretor, com 88 anos, contou os motivos que o fizeram sair da Vênus Platinada em seu auge.
“Eu me reencontrei. O poder é um lugar muito complexo, que cria muitos amigos falsos e inimigos poderosos. Eu até usei essa frase quando pedi demissão (da Globo), o que foi um espanto para todo mundo”, disse.
Daniel enfatizou também que sente uma falta de reconhecimento do canal carioca.
“Eu falava: ‘estou pedindo para sair, porque não aguento mais’. Porque também tinha um outro lado terrível, que era, mal comparando, eu preparava a parceira e, na hora de ir para a cama, eu entregava para outro fazer (riu). Então, quer dizer, ficava preparando o programa, a ideia. É realmente muito frustrante”, reiterou.
Ele disse que sente muita frustração por não ser “reconhecido” na televisão dos Marinhos, e que isso o fez até produzir um programa na TV Cultura, Confissões de Adolescente.
“E eu estava com tanta razão que produzi um programa, que foi o ‘Confissões de Adolescente’ (exibido na Cultura), que é algo meu. E se você pensar o que está na TV Globo, que meu nome nem aparece, nem dizem que eu tenho algo a ver com isso. Então, finalmente, eu consegui ter algo que eu posso chamar de meu”, pontuou.
Trajetória de Daniel Filho
Daniel Filho fez tramas de sucesso como “Irmãos Coragem” (1970), “Selva de Pedra” (1972), além de ter feito parte da direção do fenômeno Tieta (1989).
Na Cultura, produziu Confissões de Adolescente, em 1994. No mesmo ano, assumiu a função de Superintendente de Operações da Band. Só voltou à Globo em 1995. Na emissora carioca, trabalhou como produtor-geral, diretor de dramaturgia e diretor de criação.
Além disso, fez diversos programas e novelas no canal. É filho do casal de atores Juan Daniel e Mary Daniel. O artista também foi um dos principais nomes da Globo Filmes. E chegou a receber um prêmio-homenagem no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em 2016.







