“Que se afaste de mim quem estiver aguardando que eu cometa um erro para poder dizer que sempre soube que eu erraria.
Ou então quem pensou, eu não sei por qual motivo, que eu não erraria nunca e fez do meu erro um espetáculo, sendo que erra todo mundo, sendo que nem sempre todo mundo vê.
Que se mantenha muito longe quem não torce para que eu me sinta alegre, para que eu me realize com as minhas coisas.
Quem não deseja o bem da minha família, quem não respeita as minhas e os meus, todo mundo que usa o meu nome para tentar me diminuir.
Só um adendo, eu não sou perfeita, mas o nome que eu carrego é dono de toda força, todo o empenho e toda a doçura.
Quero longe todo mundo que não erra, todo mundo que é perfeito, irretocável, todo mundo que monta um espetáculo para os erros dos outros.
Porque eu acho que gente assim não conhece poesia e eu não posso ter perto de mim quem não conhece poesia.
Eu acho que é preciso errar e querer o bem dos outros, é preciso perdoar um pouco, talvez muito, para conhecer a poesia.
Eu só quero perto quem sabe que haverá, que há falhas minhas e suas e que nutrirá comigo o desejo de fazer sempre um pouco melhor diante das falhas, diante das alegrias, das coisas boas.
Quero longe quem não gosta de me ver brilhando, quem não deseja que eu me recupere.
Quero perto quem sabe que eu erro, que eu amo, que eu tento e que às vezes eu acerto.
Quero comigo só os que me querem”.
Esta é a Deborah Secco de sempre, de hoje e de ontem e que amanhã, quem sabe.
Esta é a Deborah do amor e da vida.
Esta é a Deborah, ela mesma de ser.








