Dennis Carvalho foi homenageado em 2025 no programa Tributo, da Globo. O último episódio da série de TV revisitou a carreira do diretor, que morreu aos 78 anos neste sábado (28), no Rio de Janeiro. Durante a atração, ele relembrou o problema de saúde enfrentado em 2023, quando ficou internado com septicemia e passou 20 dias em coma. Ao jornal O Globo, Dennis Carvalho comentou o impacto da internação e o processo de recuperação após o quadro de sepse. “Não é igual a quando eu tinha 25 ou 30 anos, você sente na carne, mas a cabeça continua a mil. Não me considero jovem, nem velho, nem nada. Sou uma pessoa que vive seu tempo. E eu quero continuar trabalhando, estou pleno de saúde. Passei por um momento muito difícil, mas já estou ótimo”, disse. O especial exibiu reencontros com colegas que marcaram a trajetória do diretor na emissora. Dennis Carvalho relembrou histórias de bastidores e mencionou as pegadinhas que organizava nos estúdios, com cenas falsas para surpreender o elenco. “Um talento imenso nas duas posições. Um grande ator e um grande diretor”, destacou Boni, ex-vice-presidente de operações da Rede Globo. Já José Luiz Villamarim ressaltou a influência do diretor na formação de profissionais. “O Dennis é o maior formador de diretores da Globo. Eu não tenho a menor dúvida disso. Se você fosse um bom assistente de direção do Dennis, você viraria um grande diretor. Não é à toa que ele promoveu diretores como Ricardo Waddington, Luisa Lima, Amora Mautner, Henrique Sauer, Mauro Mendonça Filho, eu”, afirma o diretor de dramaturgia da TV Globo.
Dennis Carvalho marcou gerações na Globo
A carreira de Dennis Carvalho começou na década de 1960 e ganhou projeção na Globo a partir de 1975. Ele atuou em novelas como Locomotivas (1977) e Malu Mulher (1979), período em que passou a aprender direção ao lado de Daniel Filho. Posteriormente, assumiu o comando de produções e se tornou um dos principais nomes da dramaturgia da emissora. Em parceria com Gilberto Braga, dirigiu Vale Tudo (1989), Anos Rebeldes (1992) e Celebridade (2003). Também esteve à frente de Babilônia (2015) e Segundo Sol (2018). A homenagem exibida pela Globo contou ainda com a presença de Glória Pires, Arlete Salles, Deborah Evelyn, Laila Garin, Lilia Cabral, Otávio Muller, Claudia Abreu e Tony Ramos.













