O Ministério Público da Espanha anunciou nesta sexta-feira (23) o arquivamento da denúncia por crimes sexuais contra o cantor Julio Iglesias. As acusações foram feitas por duas ex-funcionárias do artista. As informações são do Portal EFE Espanha.
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O órgão havia aberto uma investigação preliminar. Como resultado, foi constatado que não havia provas suficientes para dar continuidade ao processo, já que os crimes – cometidos fora da Espanha – não poderiam ser investigados pela Justiça do país.
Em nota publicada pelo Ministério Público espanhol, o procurador afirma que, com base nos critérios estabelecidos pelo Tribunal Superior, “a Espanha não tem competência para investigar crimes cometidos no exterior quando não existem vínculos relevantes com nosso país”.
O decreto especifica que as vítimas são estrangeiras e não residem no país: “os atos são atribuídos a países com plena jurisdição”, e as pessoas envolvidas no caso não residem na Espanha e também têm nacionalidades diferentes.
Segundo o Ministério Público, a Lei Orgânica da Magistratura exige, entre outras coisas, que o acusado seja espanhol, que não haja processos em curso no local onde ocorreram os incidentes ou em um tribunal internacional, e que haja conexão material com a Espanha.
Relembre o caso
O cantor Julio Iglesias foi acusado de assédio sexual, abuso de poder e maus-tratos psicológicos por duas ex-funcionárias, no início de 2026. De acordo com o portal espanhol elDiario.es e da Univision Notícias, as mulheres trabalharam com o artista em 2021, na República Dominicana, no Caribe e nas Bahamas.
Segundo as denunciantes, humilhações e ameaças eram constantes na convivência com Iglesias. Elas também eram submetidas a jornadas de trabalho excessivas.














