Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, entidades empresariais do Amazonas encaminharam uma carta aos dois candidatos solicitando compromissos com a continuidade dos investimentos federais no estado, especialmente nos municípios do interior.
O documento reúne sete prioridades para o próximo governo, com foco na segurança jurídica, na manutenção de obras e programas públicos e no desenvolvimento econômico sustentável da região.
Um dos pontos centrais é a preocupação com possíveis interrupções de projetos durante a transição de governo.
As entidades pedem a preservação de contratos, convênios, transferências de recursos e obras já formalizados, além de cronogramas claros para sua execução. Eventuais revisões, segundo a carta, devem ser justificadas e acompanhadas de medidas que protejam o interesse público.
Zona Franca de Manaus
A iniciativa tem como referência a agenda Zona Franca de Manaus 2050, desenvolvida pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) e pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM).
As instituições defendem a manutenção da competitividade do Polo Industrial de Manaus e a efetiva implementação das garantias previstas na reforma tributária.
A infraestrutura também ocupa lugar de destaque. O documento solicita prioridade para a BR-319, portos, hidrovias, segurança energética e conectividade, considerados essenciais para reduzir custos logísticos e ampliar a integração dos municípios amazônicos.
Outro eixo propõe diversificar a economia regional, com investimentos em inovação, atividades agrícolas e florestais e negócios que conciliem geração de renda e conservação ambiental.
As entidades solicitam ainda que o próximo presidente apresente, nos primeiros cem dias de governo, um plano de encaminhamento das prioridades, com responsáveis, prazos e acompanhamento público.
A carta foi enviada em igualdade de condições aos dois candidatos, sem manifestação de apoio eleitoral.
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Porém, mesmo sem citar nomes, o recado do setor empresarial, é claro: a continuidade das políticas de desenvolvimento e dos investimentos federais é considerada fundamental para a estabilidade econômica do Amazonas.
Lembrando que os números locais são grandiosos: são 600 empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). O estado do Amazonas tem 578.208 mil empregos, dos quais 134 mil são diretos do PIM e garantem a preservação de 97% da cobertura florestal local.





