Mila Seidl, 41 anos, usou as redes sociais na última quarta-feira (23) para atualizar o estado de saúde do marido, o influenciador Lito Sousa, 59. Ainda internado, ele tem recebido um medicamento experimental para tentar conter o avanço progressivo da doença de Creutzfeldt-Jakob. Contudo, sua esposa explicou que ele ainda não apresentou mudanças clínicas após o início do tratamento.
Diante das mensagens de seguidores em busca de notícias, a companheira de Lito explicou que o tempo de ação da medicação é diferente da velocidade de progressão da doença.
“Estou no hospital e estava dando uma olhada. Muitas mensagens, vocês pedindo notícias do Lito. Por enquanto, não tenho nenhuma mudança para trazer para vocês. É algo que a gente precisa ter muita paciência, porque a velocidade da doença é muito grande e a velocidade do remédio é outro ritmo completamente diferente”, disse ela.
Na sequência, Mila Seidl reforçou que não há como prever como o organismo de Lito responderá ao tratamento e, por isso, é necessário ter calma. “Enquanto o remédio leva semanas para atingir o ápice do efeito, a doença avança em semanas. A gente tem dois times [tempos] completamente diferentes acontecendo”, acrescentou.
“A gente precisa controlar a nossa ansiedade em relação às expectativas, sabe? Porque é um ritmo diferente mesmo, então não tenho ainda novidades pra dar pra vocês, tá bom? Quando eu tiver novidades eu vou prontamente dar. Por enquanto, tudo segue mais ou menos da mesma forma”, concluiu a esposa de Lito.
Atualmente, Lito recebe o ALN-6457 em caráter excepcional de uso compassivo. O medicamento ainda está em fase pré-clínica e não teve a eficácia comprovada. A medicação chegou ao Brasil em 14 de setembro, após familiares e amigos iniciarem uma mobilização em busca de alternativas contra o avanço da doença.
Doença de Creutzfeldt-Jakob
A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma doença priônica humana rara, neurodegenerativa, progressiva e, até o momento, sem cura. O quadro costuma começar com demência, perda de memória e tremores e, com o tempo, evolui com outros sinais neurológicos que afetam diferentes regiões do cérebro simultaneamente.
A doença é considerada rara, e existem poucos registros pelo mundo desde sua primeira notificação, nos anos 1960. De acordo com um levantamento do Ministério da Saúde, de 2005 a 2021, foram registradas no Brasil 1.576 notificações de casos suspeitos da doença de Creutzfeldt-Jakob. Desse número, apenas 34% foram confirmados.





