Antônio Fagundes é alvo de uma ação trabalhista movida por uma ex-funcionária da Fazenda Fama, propriedade ligada ao ator em Ourinhos, no interior de São Paulo. A profissional cobra R$ 62,7 mil e alega ter enfrentado condições insalubres de trabalho, além de episódios de humilhação durante o período em que atuou no local. As informações são do colunista Daniel Nascimento, do jornal O Dia.
De acordo com o processo, a mulher foi contratada em julho de 2020 e dispensada sem justa causa em janeiro de 2026. Entre as atividades que desempenhava, ela afirma que precisava lavar roupas de trabalhadores contaminadas por produtos químicos e realizar a limpeza de diferentes áreas da propriedade. Com base nos relatos, solicita o pagamento de adicional de insalubridade e de outras verbas trabalhistas.
Ex-funcionária relata humilhações e problemas de saúde
Além das condições de trabalho, a ex-funcionária acusa a gerência da propriedade de assédio moral. Segundo a ação, ela teria sido submetida a gritos, intimidações e situações constrangedoras durante o expediente.
A profissional também afirma ter desenvolvido problemas de saúde ao longo do vínculo empregatício, incluindo hérnia de disco e alterações na coluna. Ela atribui os quadros às atividades realizadas na fazenda e busca o reconhecimento da relação entre as condições de trabalho e os problemas apresentados.
Defesa de Antônio Fagundes contesta acusações
Os advogados de Antônio Fagundes negam as irregularidades apontadas no processo. A defesa sustenta que a trabalhadora recebia equipamentos de proteção individual e contesta tanto os relatos de humilhação quanto a alegação de que os problemas de saúde tenham sido provocados pelas funções exercidas na propriedade.
Proposta de acordo não encerrou disputa judicial
Em audiência realizada em 24 de agosto de 2026, as partes tentaram chegar a um acordo para encerrar a ação. Na ocasião, a defesa ofereceu R$ 500, enquanto a ex-funcionária apresentou uma contraproposta de R$ 50 mil. Como não houve consenso, a disputa continuou na Justiça.
O processo segue em andamento, e foram determinadas perícias técnica e médica para avaliar as condições de trabalho relatadas e a possível relação entre as atividades profissionais e os problemas de saúde alegados pela ex-funcionária.







