Exumação dos Mamonas Assassinas: CEO explica projeto do memorial

Mamonas AssassinasReprodução/CP Memória

A notícia de que os corpos dos cinco integrantes do icônico grupo de rock nacional Mamonas Assassinas serão exumados na próxima segunda-feira (23), causou controvérsia entre os fãs da banda. Quase três décadas depois do acidente aéreo que vitimou os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, seus corpos serão cremados e suas cinzas “cultivadas” junto a sementes de árvores de espécies nativas.

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A exumação dos integrantes dos Mamonas Assassinas, marcada para esta segunda-feira (23), gerou repercussão nas redes sociais. Os músicos serão cremados e homenageados em um memorial com árvores nativas em Guarulhos. Ao iG, a família afirmou que o gesto tem caráter simbólico. pic.twitter.com/lcn4QVUPr2

— iG (@iG) February 21, 2026

A homenagem póstuma fará parte de um memorial dedicado à banda, localizado no cemitério Parque das Primaveras, em Guarulhos (SP), local onde os artistas já estão sepultados. 

A novidade repercutiu nas redes sociais e não agradou uma parte do público, que comparou o gesto a utilizar os restos mortais dos artistas como “adubo”.

Mas não é bem por aí. O iG Gente conversou com Jorge Santana, CEO da marca Mamonas e primo de Dinho, vocalista e compositor das canções do grupo. Segundo ele, algumas informações sobre o memorial foram divulgadas de forma errônea, o que levou à uma confusão na forma como os fãs receberam a notícia.

“Não é que os meninos vão virar adubo, nada assim (…) É um projeto lindo, que vai ter um memorial, vai ter tótem, vai ter informações sobre a banda, QR Code… vai ser uma coisa muito legal”, explicou.

Santana ressaltou que o processo de exumação será reservado apenas aos familiares. “É feito com total respeito”, completou. Ele ainda explicou que não haverá alteração nos túmulos, e que as campas – placas ou pedras que cobrem uma sepultura ou jazigo – dos cinco integrantes continuarão existindo. 

Por fim, Jorge Santana disse ao iG que a homenagem não tem sentido depreciativo e que foi feita em conjunto com familiares de todos os integrantes dos Mamonas Assassinas.

“Não existe nada de pejorativo e desrespeitoso em cima da memória dos meninos. Não só pelo nome do Dinho, que é nosso parente, mas todos eles. Foi um projeto feito em conjunto, não só de um familiar, não só do Dinho, mas de todos os familiares”, concluiu.

Cortejo Mamonas AssassinasFoto: Reprodução/Arquivo Band
Velório dos Mamonas AssassinasFoto: Reprodução/Arquivo Band
Jorge Santana, primo de Dinho e Grace Kellen, irmã do cantor.Foto: Arquivo pessoal/Jorge Santana
Samuel ReoliFoto: Reprodução/Instagram/@mamonasassassinas
Sérgio ReoliFoto: Reprodução/X
Corpos dos integrantes do Mamonas Assassinas serão exumados após quase 30 anos do acidente que os vitimou. Foto: Reprodução/Divulgação
Dinho, vocalista dos Mamonas AssassinasFoto: Reprodução/Instagram/@mamonasassassinas
Júlio RasecFoto: Reprodução/Instagram/@mamonasassassinas
Dinho e Júlio RasecFoto: Reprodução/Instagram/@mamonasassassinas
Dinho, vocalista dos Mamonas AssassinasFoto: Reprodução/Instagram/@mamonasassassinas
Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas.Foto: Reprodução/Neysla Rocha
Mamonas AssassinasFoto: Reprodução/Neysla Rocha
Júlio RasecFoto: Reprodução/Instagram/@mamonasassassinas
Bento Hinoto e DinhoFoto: Reprodução/Neysla Rocha
Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas.Foto: Reprodução/Neysla Rocha
Júlio RasecFoto: Reprodução/Neysla Rocha
Bento HinotoFoto: Reprodução/Neysla Rocha
Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas.Foto: Reprodução/Neysla Rocha
Mamonas AssassinasFoto: Reprodução/Instagram/@mamonasassassinas
Mamonas AssassinasFoto: Reprodução/Instagram/@mamonasassassinas
Mamonas AssassinasFoto: Reprodução/Instagram/@mamonasassassinas
Mamonas AssassinasFoto: Reprodução/Instagram/@mamonasassassinas

Entenda o projeto 

O projeto Plante Uma Árvore é uma parceria entre o cemitério Parque das Primaveras e o Bioparque Memórias Vivas. A iniciativa propõe a união da memória afetiva, sustentabilidade e preservação ambiental. 

“As cerimônias utilizam as cinzas resultantes da cremação juntamente com a semente de espécies nativas e são monitoradas continuamente por uma equipe de especialistas, criando um ciclo simbólico em que a vida continua a partir da lembrança”, explica nota das empresas.

De acordo com o comunicado, no caso do Memorial Mamonas, a homenagem ganha dimensão coletiva devido ao legado da banda.  

O acidente 

Em 2 de março de 1996, o grupo Mamonas Assassinas voltava de um show em Brasília, num jatinho Learjet, modelo 25D, prefixo PT-LSD, fretado pela banda. Em uma tentativa de arremetida, a aeronave se chocou contra a Serra da Cantareira, ao Norte de São Paulo.

Além dos cinco integrantes da banda, o acidente vitimou o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o copiloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto.

Sepultamento que arrastou uma multidão

O grupo Mamonas Assassinas marcou a história como um dos mais queridos do Brasil. A tragédia da morte de todos os integrantes causou comoção e parou o país. O velório do grupo foi realizado no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos (SP), e cerca de 30 mil pessoas compareceram para dar um último adeus aos músicos.

O cortejo até o cemitério Parque das Primaveras foi acompanhado por mais de 100 mil pessoas. Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli e o ajudante de palco Isaac solto foram enterrados juntos no mesmo túmulo.

Cerca de 500 pessoas conseguiram acompanhar o enterro dentro do cemitério. A multidão unida cantou um “Parabéns Para Você”, dedicado a Dinho, que completaria 25 anos no dia 24 de março.

Sucesso astronômico

Os Mamonas Assassinas foram um fenômeno dos anos 90 e ficaram conhecidos por hits como Robocop Gay, Brasília Amarela e Pelados em Santos.

Os corpos dos Mamonas Assassinas serão exumados nesta segunda-feira (23) para a criação de um memorial. A iniciativa dividiu opiniões. Ao iG, o primo de Dinho explicou o significado da homenagem. Leia a matéria completa no site. pic.twitter.com/xz77a7YgMA

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Esses e outros sucessos foram lançados no primeiro e único álbum, com o nome da banda, lançado em junho de 1995. Até a morte dos artistas, oito meses depois, o disco vendeu 1,8 milhão de cópias e permanece sendo até os dias atuais, o álbum de estreia mais vendido da história no Brasil.

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