A família Poncio voltou ao centro das atenções após um relatório do Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP) apontar que empresas e pessoas ligadas ao pastor e empresário Márcio Poncio acumulam cerca de R$ 2,9 bilhões em dívida ativa com a União.
O levantamento, divulgado em outubro, calcula o total em R$ 2.929.182.175,11, incluindo débitos tributários federais, multas e juros. O documento considera valores apurados no segundo trimestre de 2025 e indica que os débitos se acumulam desde o início dos anos 2000, com aumento expressivo a partir de 2011.
Entre os nomes citados estão Márcio, a mulher dele, Simone Poncio, e os filhos Saulo e Sarah Poncio, deputada estadual do Rio de Janeiro.
O FNCP ressalta que parte das cobranças aparece vinculada a diferentes empresas e pessoas por responsabilidade solidária.
Relatório também cita imóveis ligados à família
O levantamento do FNCP analisou documentos empresariais e registros imobiliários de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Aparecida de Goiânia. Segundo o relatório, a pesquisa reuniu 292 registros relacionados a 84 pessoas físicas e jurídicas e atribuiu ao grupo cerca de R$ 49,3 milhões em imóveis.
O documento também aponta que 13 imóveis tinham registros de indisponibilidade ou arrolamento de bens em razão de dívidas tributárias. Além disso, empresas relacionadas ao grupo teriam adquirido 16 propriedades entre 2018 e 2023, avaliadas em aproximadamente R$ 44,2 milhões.
Os números são informações atribuídas ao levantamento, não uma avaliação independente de todo o patrimônio da família.
Em abril de 2026, quando a dívida bilionária já havia sido noticiada, Márcio Poncio se manifestou por meio de uma nota à imprensa. Na ocasião, afirmou que ele e familiares teriam sido incluídos indevidamente em um suposto grupo econômico relacionado a uma empresa encerrada em 2011. Segundo o pastor, os débitos remontam a 2006 e a situação ainda precisaria ser esclarecida pela Justiça.
Na mesma manifestação, Márcio contestou a inclusão de Sarah, alegando que a filha tinha apenas oito anos na época dos fatos relacionados às cobranças. A família afirmou confiar na Justiça e disse acreditar que as responsabilidades seriam apuradas.





