Investir em projetos que melhoram a qualidade de vida de comunidades vulneráveis deve ser um dos primeiros compromissos das empresas que, de fato, estão engajadas em seus propósitos ESG. A Fini, que atua no segmento de balas, escolheu dar uma chance às mulheres que tanto precisam encontrar não apenas um sustento, mas também uma oportunidade de crescimento profissional.
A empresa anunciou uma parceria com a ONG Gerando Falcões para fornecer produtos que serão comercializados diretamente por mulheres em situação de vulnerabilidade, transformando a venda dos itens em uma ferramenta para a geração de renda e conquista da autonomia financeira.
O programa, chamado ASMARA, tem como base a doação de produtos Fini para serem comercializados pelas empreendedoras sociais cadastradas. Até agora foram doados 7 mil produtos para mulheres da região metropolitana de São Paulo, em um kit que acompanha um calendário de vendas e também um treinamento. Já foram mais de 3 mil mulheres impactadas e a meta é chegar a 10 mil participantes.
“A Fini tem todo um planejamento em sustentabilidade que está alinhado aos nossos valores. Fazer o bem é o seu principal valor. Neste projeto nós possibilitamos o desenvolvimento da mulher que busca condições de sustento, e, para essa condição, ela precisa também receber um treinamento, uma capacitação, um desenvolvimento. Isso gera engajamento para que ela possa depois caminhar sozinha e trilhar um caminho profissional com a venda de produtos”, disse Amanda Araújo, vice-presidente Jurídico e Financeiro da The Fini Company, em entrevista a esta coluna.
Como ela lembra, as balas Fini estão ligadas à alegria, ao encantamento. “Estar num projeto social, para engajamento de mulheres que estão em condições de pobreza, vulnerabilidade, significa possibilitar que mais e mais famílias vivam também momentos de alegria e de diversão.”
Mulheres no sustento da casa
A Fini colocou as mulheres em foco neste programa porque a realidade brasileira chama a atenção.
De acordo com o Censo Demográfico 2022, divulgado pelo IBGE no ano passado, as mulheres eram responsáveis por chefiar 49,1% dos lares no Brasil. Este número só vem aumentando: 10 anos antes, o percentual era de 38,7%.
“A gente sabe que existe uma questão de vulnerabilidade nas comunidades atrelada ao perfil de mulheres que são líderes de suas casas. Nós temos esses dados. E é muito importante tratarmos do empreendedorismo não apenas dentro da empresa. Sabemos que as mulheres ainda buscam mais espaço no mercado de trabalho”, observa Amanda.
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