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A Flabelus já circulava no Brasil de forma discreta, presente no portfólio do The Club, multimarcas de Renata Merquior e Bianca Latgé, antes de oficializar sua entrada no país. Agora, a marca fundada por Beatriz de los Mozos passa a tratar o mercado brasileiro como parte de sua estratégia de expansão internacional — ainda que, segundo a própria fundadora, a lógica não seja puramente comercial.
“O Brasil não é um mercado que queremos entrar, é um lugar que queremos pertencer”, diz. A afirmação resume o posicionamento da marca, que se distancia de uma lógica de escala acelerada para privilegiar construção de identidade e conexão cultural.
Fundada na Espanha, a Flabelus reposicionou a alpargata dentro de um universo mais narrativo, em que cada modelo é pensado como um personagem e cada coleção, como um capítulo. Essa abordagem se reflete também na forma como a marca entra em novos territórios, priorizando adaptação cultural em vez de replicação de fórmulas.

No Brasil, essa leitura encontra ressonância. Para Beatriz, o consumo de moda no país passa menos por funcionalidade e mais por expressão. “Existe uma relação emocional com o vestir, uma valorização de peças que carregam significado”, afirma. “As mulheres brasileiras não compram apenas produtos, elas se conectam com histórias.”
O crescimento da marca, hoje presente em mais de 120 países, segue uma lógica de expansão controlada. A produção continua concentrada na Espanha, em fábrica própria e pequenos ateliês, com volumes limitados e decisões que priorizam consistência ao longo do tempo. “Não estamos interessados em crescer a qualquer custo, mas em nos tornarmos mais precisos, mais definidos”, diz.

Essa mesma lógica se aplica à sustentabilidade, tratada de forma estrutural, e não como discurso. Entre as escolhas da marca estão o uso de materiais responsáveis, o desenvolvimento de uma sola 100% reciclada e a manutenção da produção local, mesmo diante de pressões de custo.
Sem anunciar uma operação física imediata, a Flabelus indica que a expansão no Brasil deve acontecer de forma gradual, a partir de iniciativas culturais e colaborações locais. “As marcas não crescem apenas com expansão, mas com conexão”, afirma Beatriz.
Beatriz conversou com a Forbes durante um almoço ciceroneado por Celina Locks no Flo Atelier Botânico, em Pinheiros.
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