Globo domina audiência no jogo do Brasil e supera a CazéTV

Emissora conquistou audiência superior ao canal do youtubeReprodução/X

A transmissão da vitória da Seleção Brasileira sobre o Japão, na última segunda-feira (29), válida pela fase de 16 avos de final da Copa do Mundo, consolidou a liderança absoluta da Globo na preferência dos torcedores. Segundo dados do SAM (Sports Audience Measurement), metodologia do Ibope à qual a reportagem do iG teve acesso, a emissora carioca alcançou a marca expressiva de 51,9 milhões de pessoas.

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O SAM é uma ferramenta estratégica que unifica a medição de audiência esportiva, integrando os dados da TV aberta, TV paga e streaming para oferecer uma visão real do alcance de uma competição em todas as plataformas. Com esses dados é possível saber o número exato alcançado pela transmissão. 

E, de acordo com o relatório obtido pela reportagem do iG, os números registrados revelam uma disputa acirrada entre as plataformas, com o SBT ocupando a segunda posição no ranking, atrás da Globo, e a CazéTV completando o pódio. A Globo anotou 51,9 milhões de telespectadores, seguida pelo SBT com 19,2 milhões. A CazeTV aparece um pouco mais atrás com 14,3 milhões.

O dado que mais impressiona no relatório do SAM é a distância entre a líder de audiência e a CazéTV: a Globo superou o canal de streaming por uma margem de 37,6 milhões de espectadores. Para se ter uma real dimensão do impacto dessa diferença, ela seria suficiente para lotar 520 vezes o NRG Stadium, no Texas, nos Estados Unidos, palco que recebeu a partida.

A marca expressiva alcançada pela Globo durante a partida entre Brasil e Japão, reforça a força do alcance da emissora em eventos de grande magnitude, como a Copa do Mundo, mesmo diante da crescente diversificação dos meios de consumo esportivo, como a Cazé TV e o SBT, que divide os direitos com o canal.

Se a audiência responde, as polêmicas aparecem…

Manuel Belmar, diretor financeiro e de produtos digitais da TV Globo, falou abertamente sobre a divisão dos direitos de transmissão da Copa do Mundo e respondeu algumas críticas pela ausência de algumas partidas na programação da emissora. 

“A verdade é que a Globo sempre conviveu em um ambiente de forte concorrência. Primeiro na TV aberta, depois na TV por assinatura e, agora, também no digital. Inclusive em Copas passadas, onde sempre dividimos a exibição com outros players. O que mudou foi a dinâmica das transmissões esportivas”, disse. 

E acrescentou: “A discussão é bem mais ampla do que apenas ter o direito de exibir as partidas. É sobre o que você faz com isso, porque o investimento não termina na compra dos direitos. Ele só começa ali”, pontuou.

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